terça, 21 de abril de 2026

Família decide retirar bebê de creche em Valentim Gentil após fratura no nariz

Foto: Reprodução / TV TEM

A mãe da bebê de um ano que sofreu ferimentos em uma creche municipal de Valentim Gentil, no interior de São Paulo, afirmou que não pretende levar a filha de volta à instituição. Leticia Cristina de Carvalho relatou que a família está insegura e avalia contratar uma babá ou contar com o apoio de parentes para cuidar da criança em casa. O desabafo ocorre após a menina retornar da unidade de ensino com hematomas pelo corpo e uma fratura no nariz, constatada por exames médicos realizados em Votuporanga na última semana.

Segundo o pai da criança, Ivan Alves Fuzari, a escola entrou em contato duas vezes no mesmo dia: primeiro para relatar uma mordida no braço e, horas depois, para informar que a bebê havia tropeçado e batido o rosto na parede. A versão da instituição, de que a queda teria sido leve e sem sangramento, é contestada pelos pais devido à gravidade da lesão apontada no raio-X. A indignação da família aumentou ao descobrir que a creche não possuía câmeras de monitoramento para registrar o que de fato aconteceu no momento do incidente.

O caso motivou um protesto de outras mães em frente à prefeitura na manhã desta segunda-feira (13). Durante a manifestação, surgiram novos relatos de situações semelhantes, como o de Cássia Diogo Martins, cujo filho de 33 anos, que possui paralisia cerebral, também apareceu com hematomas graves no ano passado. Na época, a investigação sobre o ocorrido com o aluno foi arquivada justamente pela falta de imagens de segurança na escola, o que impediu a comprovação de eventuais irregularidades.

Em resposta às denúncias e à pressão das famílias, a Prefeitura de Valentim Gentil informou que o caso da bebê está sendo apurado internamente e que o município já iniciou a instalação de câmeras em todas as salas da unidade escolar. O episódio foi registrado na Polícia Civil e a criança passou por exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Enquanto as investigações prosseguem, os pais buscam garantir que situações como esta não se repitam com outras crianças da rede municipal.

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