


A família da repórter Alice Ribeiro confirmou que fará a doação dos órgãos da jornalista, que teve a morte cerebral declarada na noite desta quinta-feira (16). A profissional da Band Minas, de 35 anos, estava internada em estado gravíssimo no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, após ser vítima de um grave acidente de trânsito. Segundo os familiares, serão doados rins, pâncreas, fígado e córneas, em um gesto que busca transformar a perda precoce em esperança para pacientes que aguardam na fila de transplantes.

Alice foi levada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com traumatismo craniano e diversas fraturas após o carro da emissora colidir de frente com um caminhão na BR-381, em Sabará, na última quarta-feira (15). Ironicamente, a equipe de reportagem voltava de uma pauta que discutia justamente a necessidade de duplicação daquela rodovia para evitar novas tragédias. No impacto, o cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49 anos, que dirigia o veículo, faleceu ainda no local.
A jornalista possuía uma carreira consolidada em Minas Gerais, com passagens por grandes veículos como TV Globo, Record e TV Alterosa. Ela havia retornado a Belo Horizonte em 2024, após uma temporada trabalhando na capital federal, e deixa o marido e um bebê de apenas nove meses. Já o colega Rodrigo Lapa, além do trabalho técnico na televisão, era conhecido por sua atuação voluntária como palhaço em hospitais infantis e deixa esposa e uma filha de 6 anos.
Enquanto a Band Minas presta suporte às famílias enlutadas, a Polícia Civil segue investigando as causas da colisão frontal. Peritos coletaram dados no trecho do acidente para entender o que provocou a batida. O caso gerou grande comoção entre os profissionais de comunicação do estado, tanto pela trajetória respeitada dos dois jornalistas quanto pela triste coincidência do tema da última reportagem que produziram juntos.









