

O clima de tensão na Avenida Augusto Cavallin, em Fernandópolis, subiu de tom nesta semana. Além do transtorno gerado pela falta de placas e cones durante a construção de lombo-faixas pela Empreiteira Vilarinho, motoristas agora relatam episódios de hostilidade por parte da equipe que trabalha no local.

A desorganização no trecho que dá acesso ao Recinto de Exposições tem forçado condutores a realizarem manobras arriscadas e a trafegarem pela contramão. Ao questionarem a falta de balizamento, diversos motoristas acabaram entrando em discussões acaloradas com um funcionário da empresa que, supostamente, deveria estar prestando apoio e orientação ao trânsito.
“Compre os cones e traga aqui”
O ponto alto do conflito ocorreu quando condutores cobraram a instalação imediata de cones para separar as vias e identificar o estreitamento da pista. Em resposta às reclamações, o funcionário da Empreiteira Vilarinho teria confrontado os motoristas com uma frase que gerou ainda mais indignação:
“Então compra os cones para a gente e traz aqui, porque nós não temos.”
A declaração expõe uma grave falha na estrutura de segurança da obra, indicando que a empresa pode estar operando sem os equipamentos básicos de sinalização exigidos pela legislação de trânsito e pelos contratos de obras públicas.
Riscos e Desorientação
Sem os cones e com o asfalto parcialmente interditado para as lombo-faixas, o trajeto tornou-se uma “loteria” para quem segue sentido bairro. A ausência de uma passagem definida mantém os motoristas em dúvida sobre a legalidade de suas manobras, aumentando o risco de colisões frontais e atropelamentos.
A comunidade agora espera uma postura enérgica da prefeitura, não apenas em relação à sinalização física, mas também quanto ao comportamento dos prepostos da empreiteira, que deveriam garantir a fluidez e a segurança, em vez de inflamar os ânimos da população.
Lembrando que a empresa Vilarinho foi contratada pelo Grupo Arakaki para executar obras no loteamento Boa Sorte.
Essa mesma empreiteira chegou a ser penalizada pela Prefeitura de Fernandópolis, na gestão de André Pessuto, por não conseguir concluir as obras de pavimento de acesso ao Distrito Industrial 6.









