segunda, 7 de setembro de 2026

Falta de mão de obra no campo ameaça a produção agrícola e leva produtores a reduzirem lavouras na região

A escassez de trabalhadores qualificados para a colheita e o manejo de lavouras tem afetado diretamente o agronegócio na região metropolitana de São José do Rio Preto. O problema atinge com força culturas como a seringueira e o limão-taiti, levando agricultores a diminuírem as áreas de cultivo e a alterarem a produção por conta da dificuldade em encontrar profissionais especializados para atuar no campo e no setor de beneficiamento.

Na atividade de extração de látex, que exige um trabalho manual minucioso e insubstituível por máquinas, a escassez de mão de obra tem gerado impactos significativos. Em um distrito de Mirassol, uma fazenda tradicional de borracha precisou cortar a plantação pela metade e migrar parte da área para a cana-de-açúcar devido à falta de sangradores. Segundo a Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor), o estado enfrenta um déficit estimado em 2,4 mil profissionais desse tipo, o que faz com que cerca de 20% dos seringais paulistas fiquem parados sem exploração.

O desabastecimento de trabalhadores também preocupa os produtores do setor citrícola em Itajobi, conhecida como a Capital Nacional do Limão Tahiti. Mesmo com etapas automatizadas para lavagem e classificação da fruta voltada à exportação, as beneficiadoras não conseguem preencher todas as vagas abertas. Diante desse cenário, especialistas e entidades rurais locais apostam na oferta de cursos gratuitos de capacitação profissional para atrair e formar novos trabalhadores, garantindo a competitividade do setor agrícola no noroeste do estado.

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