

Um erro incomum em um documento oficial do governo federal chamou a atenção de quem acompanha os bastidores de Brasília no início desta semana. Uma portaria publicada no Diário Oficial da União utilizou as expressões populares “Fulano de Tal” e “Cicrano de Tal” para preencher os cargos de militares que passariam a integrar a equipe de segurança pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No texto oficial do documento, que foi assinado pela diretoria do Departamento de Gestão do Gabinete de Segurança Institucional, o suposto militar batizado como “Fulano de Tal” aparecia promovido ao posto de major do Exército Brasileiro. Já o termo “Cicrano de Tal” foi registrado no papel como se fosse a identificação de um primeiro-tenente pertencente aos quadros da Polícia Militar do Distrito Federal. No meio de toda a confusão de nomes fictícios, que costumam ser usados no dia a dia da língua portuguesa apenas como exemplos para pessoas desconhecidas ou hipotéticas, apenas um nome real e correto constava no trecho: o do primeiro-sargento da Marinha, Márcio Adriano de Jesus Leite.
Assim que a falha burocrática ganhou repercussão, o Gabinete de Segurança Institucional se manifestou e reconheceu o equívoco no preenchimento dos dados do documento. De acordo com o órgão, a inclusão dos termos gerais se tratou de uma falha técnica durante a edição do texto e uma nova versão corrigida, com os nomes verdadeiros dos profissionais que vão atuar na proteção do presidente, foi providenciada para publicação imediata.









