

A jornalista Marina Franceschini, da GloboNews, tornou-se alvo de críticas e questionamentos em plataformas digitais após um comentário feito ao vivo durante a cobertura da missão Artemis II. Ao descrever o grupo de quatro astronautas enviado para orbitar a Lua em uma jornada de dez dias, a comunicadora utilizou uma frase que segmentava os tripulantes como sendo formados por “um homem, um negro e uma mulher”. A escolha das palavras rapidamente repercutiu de forma negativa entre os internautas, que apontaram um viés discriminatório na fala.

A principal queixa dos usuários nas redes sociais concentrou-se na distinção feita pela jornalista entre as categorias “homem” e “negro”, como se fossem grupos excludentes. Diversos perfis questionaram a lógica da frase, argumentando que a descrição foi inadequada e desumanizante ao não incluir o astronauta negro na categoria de homem. O episódio gerou um debate sobre o uso de termos racistas, mesmo que de forma não intencional, em transmissões de grande alcance, com muitos espectadores cobrando um posicionamento ou retratação por parte da profissional e da emissora.
Na noite deste sábado (4), pouco após a repercussão do caso, o perfil oficial de Marina Franceschini no Instagram não estava mais disponível para acesso. Até o momento, não houve confirmação se a conta foi desativada pela própria jornalista para evitar a onda de comentários negativos ou se a plataforma aplicou algum tipo de suspensão temporária. Nem a GloboNews nem a jornalista se manifestaram oficialmente sobre o ocorrido até o fechamento desta edição, enquanto o tema continua sendo um dos assuntos mais comentados nas redes.








