


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, manifestaram-se publicamente nesta sexta-feira (4) sobre o desdobramento das investigações que envolvem magistrados da Corte e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Durante agenda oficial em Brasília, ambos defenderam a observância rigorosa da Constituição Federal e a transparência na condução dos procedimentos legais para preservar a estabilidade institucional do país.

Diante do agravamento das tensões no Judiciário, Fachin garantiu que todas as apurações relacionadas aos atos dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça seguirão estritamente o devido processo legal, sem a adoção de medidas de exceção. O presidente do STF ressaltou que a gravidade das acusações exige maior respeito às garantias constitucionais e que nenhuma autoridade ou Poder da República se encontra acima das leis vigentes.
No mesmo evento, o presidente Lula cobrou rigor na apuração e enfatizou que a legislação deve ser aplicada de maneira uniforme para todos os cidadãos, independentemente do cargo ocupado. O chefe do Executivo fez alertas sobre os riscos causados por vazamentos seletivos de dados e pela disseminação de informações sem apuração adequada, ressaltando que o denuncismo compromete a credibilidade das instituições públicas e a própria democracia.



A crise institucional intensificou-se após trocas de relatórios e pedidos de investigação cruzados entre magistrados e a Procuradoria-Geral da República a respeito da condução das operações policiais sobre o Banco Master. Com o objetivo de instruir o caso de forma regimental, a presidência do STF já fixou o prazo de cinco dias para manifestação formal das partes envolvidas antes de submeter os requerimentos ao julgamento do plenário da Corte.








