


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, aguarda as justificativas oficiais dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça para decidir como conduzirá a apuração das acusações mútuas que desencadearam uma crise sem precedentes na Corte. O prazo de cinco dias concedido pelo magistrado para a manifestação de ambos se encerra na próxima sexta-feira (11).

O conflito interno se intensificou após a divulgação de relatórios sigilosos e pedidos cruzados de investigação entre os gabinetes. De um lado, Mendonça liberou para análise do plenário um parecer da Polícia Federal que cita suposta proximidade entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por fraudes financeiras. Por outro lado, Moraes acionou a presidência do tribunal solicitando a abertura de apuração contra Mendonça por suposto abuso de autoridade e direcionamento de investigações, respaldando-se em um relatório de inteligência não assinado da corporação.
Paralelamente, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a anulação do relatório liberado por Mendonça, argumentando que a autorização para investigar ministros cabe exclusivamente ao colegiado do STF. Gonet também aparece citado no mesmo documento policial por possíveis ligações com o ex-banqueiro.



Diante do imbróglio, Fachin centralizou os procedimentos sob sua relatoria e analisa alternativas para o desfecho do caso, que podem incluir a convocação de uma sessão plenária aberta ou fechada, uma reunião reservada entre todos os magistrados da Corte ou até uma decisão individual sobre o arquivamento ou prosseguimento dos pedidos.








