

A Justiça de Araçatuba condenou uma indústria de alimentos a pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 15 mil para a família de um menino de 11 anos. O garoto passou por momentos de desespero e nojo ao encontrar larvas vivas e se movimentando dentro de um pacote de cookies enquanto comia o produto. A sentença foi assinada na semana passada, no dia 2 de junho de 2026, pelo juiz José Pedro Rebello Giannini, mas a empresa alimentícia ainda pode recorrer da decisão.

O caso aconteceu após a família comprar as bolachas no dia 11 de abril de 2025, em um comércio local de Araçatuba. De acordo com o processo, o menino já havia engolido alguns pedaços do doce quando percebeu a presença dos insetos andando no fundo da embalagem. Assustado, ele chamou os pais imediatamente. Ao confirmarem a contaminação, os adultos ficaram desesperados e a situação piorou poucas horas depois, quando o filho começou a passar mal, apresentando fortes dores na barriga, náuseas e episódios de vômito. A mãe precisou correr com a criança para receber socorro médico na Unidade Básica de Saúde Maria Tereza Andrade.
Um dos pontos que mais chamou a atenção na investigação foi o fato de que o produto estava totalmente dentro do prazo de validade indicado na embalagem. Além do mal-estar físico imediato provocado pela ingestão do alimento estragado, a mãe relatou ao magistrado que o episódio deixou traumas psicológicos no garoto. Desde o susto, o menino desenvolveu uma fobia severa e passou a recusar qualquer tipo de bolacha ou biscoito industrializado por medo de encontrar novos bichos.


A fabricante responsável pelo lote do alimento tem sua sede localizada na cidade de Medianeira, no estado do Paraná. Na decisão judicial, pesou o fato de que a segurança e o controle de qualidade da indústria falharam gravemente, expondo a saúde de um menor de idade a riscos biológicos. As autoridades reforçam que, em situações como essa, registrar imagens do produto e guardar a nota fiscal e o laudo do atendimento médico são passos fundamentais para garantir os direitos do consumidor e exigir a devida punição na Justiça.








