quinta, 11 de junho de 2026

FAB investe em gaviões treinados para aumentar a segurança em bases aéreas

A Força Aérea Brasileira (FAB) decidiu recorrer à natureza para aumentar a segurança em suas operações e evitar acidentes. A instituição anunciou a compra de seis gaviões-asa-de-telha que atuarão no controle de fauna nas bases aéreas de Natal, no Rio Grande do Norte, e de Canoas e Santa Maria, no Rio Grande do Sul. O objetivo principal é utilizar essas aves de rapina para afugentar outros pássaros que costumam circular perto das pistas, reduzindo o risco de colisões com aviões, um perigo conhecido no setor como “bird strike”.

A técnica escolhida é a falcoaria, um método milenar que utiliza aves treinadas para patrulhar áreas de movimentação de aeronaves. Ao perceberem a presença de um gavião no céu, as outras espécies tendem a se afastar naturalmente, o que limpa o caminho para decolagens e pousos seguros. Esse tipo de estratégia já é comum em aeroportos civis de grande porte e em unidades militares pelo mundo, mostrando-se muito mais eficiente do que outros métodos sonoros ou visuais.

De acordo com o edital de compra, a FAB investirá cerca de R$ 51 mil na aquisição dos animais, sendo que cada gavião custará aproximadamente R$ 8,5 mil. A Aeronáutica exige que as aves sejam jovens e venham de criadouros devidamente legalizados, com toda a documentação ambiental e fiscal em dia. A escolha pela espécie gavião-asa-de-telha não foi por acaso: o Comando da Aeronáutica destacou que esses animais são inteligentes, cooperativos e conseguem trabalhar bem em diferentes tipos de clima.

A FAB já vinha realizando testes com falcoaria desde 2023 e, após os bons resultados, decidiu oficializar a compra. Com o treinamento adequado, esses gaviões respondem prontamente aos comandos dos treinadores humanos e ajudam a prevenir danos severos às aeronaves, protegendo tanto o patrimônio público quanto a vida dos tripulantes. A medida reforça o compromisso da Força Aérea com a inovação e com soluções sustentáveis para manter o céu brasileiro seguro.

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