

O acesso ao saneamento básico deu um salto histórico no estado de São Paulo. Em menos de dois anos após a sua desestatização, ocorrida em 2024, a Sabesp conseguiu conectar 2,1 milhões de moradores à rede de água potável. Para se ter uma ideia do tamanho desse avanço, o número de novos cidadãos beneficiados é tão expressivo que supera a população de 20 das 27 capitais brasileiras, ficando atrás apenas das maiores metrópoles do país, como a própria capital paulista, Rio de Janeiro e Brasília.

Os investimentos na melhoria da qualidade de vida não param na distribuição de água. A ampliação das redes de esgoto alcançou a impressionante marca de 4,3 milhões de pessoas, um volume de novos atendidos que ultrapassa a população inteira do Uruguai. Cidades populosas como Guarulhos, por exemplo, viram o índice de tratamento de esgoto saltar de 18% para 40%. Ao final do primeiro trimestre de 2026, o estado atingiu índices de cobertura de 87% para água tratada, 77% para coleta e 71% para o tratamento de esgoto, mantendo o governo paulista firme no plano de antecipar a universalização desses serviços para o ano de 2029.
Essa transformação já muda a rotina de comunidades carentes que antes viviam no esquecimento. Na Vila São Francisco, em Poá, o investimento de 10 milhões de reais acabou com a era das mangueiras improvisadas e do transporte de água em baldes. Moradores relatam que, além do conforto de ver a água encanada sair da torneira, a chegada do saneamento reduziu drasticamente os problemas de saúde e as doenças ligadas à falta de higiene que eram comuns na vizinhança.
Aliado às obras de infraestrutura, o programa também focou na inclusão social ao dobrar o alcance da Tarifa Social Paulista. O benefício, que oferece descontos de até 78% nas contas de água e esgoto para famílias em situação de vulnerabilidade, saltou de quase 3 milhões para 6 milhões de pessoas protegidas. Para acompanhar de perto esse canteiro de obras, o governo estadual lançou o programa “Na Rota da Água”, que monitora mais de mil frentes de trabalho espalhadas pelos municípios paulistas, incluindo megaprojetos como a ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto de Barueri, orçada em 5,7 bilhões de reais, que sozinha vai beneficiar 4 milhões de pessoas até o fim de 2029.







