

Um ex-policial militar foi preso em Diadema, na Grande São Paulo, durante uma operação da Polícia Civil de São José do Rio Preto realizada na manhã desta quinta-feira (12). O homem é apontado como um dos envolvidos em uma tentativa de sequestro contra o proprietário de uma farmácia em Rio Preto, ocorrida em julho do ano passado. Naquela ocasião, criminosos armados tentaram obrigar o empresário a entrar em um veículo, mas a ação foi frustrada graças à rápida intervenção policial. Além do ex-PM, outras três pessoas foram detidas no decorrer das atividades policiais.

A prisão faz parte de um desdobramento maior coordenado pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), que desde quarta-feira (11) intensificou o combate a uma organização criminosa multifacetada. Segundo as investigações, o grupo não se limitava a crimes violentos, mas também operava um sofisticado esquema de estelionato digital e lavagem de dinheiro. O foco principal da quadrilha era a criação de sites falsos de leilões de veículos, onde atraíam vítimas de diversos estados com ofertas de automóveis por preços bem abaixo do mercado.
A investigação sobre os golpes virtuais começou no final de 2025, após várias pessoas relatarem ter pago por veículos que nunca foram entregues. Os criminosos utilizavam plataformas que imitavam leiloeiros oficiais para passar credibilidade e desviar os pagamentos das vítimas. Para desarticular essa estrutura, a polícia cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão nas cidades de Santa Fé do Sul, São Paulo e Diadema.
Embora quatro suspeitos já estejam sob custódia, incluindo peças importantes da logística do grupo, a Polícia Civil informou que o suposto chefe do esquema de falsos leilões ainda não foi localizado e permanece foragido. As autoridades continuam analisando os materiais apreendidos durante as buscas para identificar novos integrantes da rede criminosa e rastrear o destino dos valores furtados das vítimas. O ex-policial militar e os demais detidos agora permanecem à disposição da Justiça para responder tanto pelos crimes cibernéticos quanto pela tentativa de sequestro em Rio Preto.









