terça, 4 de agosto de 2026

Estudo revela alta conscientização sobre a PrEP, mas alerta para baixa adesão ao tratamento preventivo contra o HIV

Uma pesquisa global realizada com usuários do aplicativo de relacionamentos Grindr em 10 países apontou que o elevado nível de informação sobre a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ainda não resultou em um uso proporcional do método de prevenção ao HIV. Segundo o relatório Closing the Gap, divulgado pela iniciativa Grindr for Equality durante a 26ª Conferência Internacional sobre Aids no Rio de Janeiro, o principal obstáculo atual para o controle do vírus não é a falta de conhecimento, mas sim a dificuldade de acesso à medicação.

No Brasil, os dados mostram um contraste acentuado: embora 72% dos entrevistados afirmem saber o que é a PrEP de uso diário, apenas 28% fazem uso contínuo dos comprimidos. No caso da PrEP sob demanda, tomada antes e depois de situações de risco, o índice de conhecimento atinge 65%, mas a utilização cai para 13%. O cenário de disparidade entre teoria e prática se repetiu em todas as nações pesquisadas, desde o Reino Unido, que lidera o nível de informação, até a Índia, que registrou os menores índices de adesão.

A PrEP consiste na ingestão de medicamentos antirretrovirais para preparar o sistema imunológico antes de uma eventual exposição ao vírus, sendo uma das estratégias mais eficazes de proteção, embora não substitua a camisinha na prevenção de outras infecções sexualmente transmissíveis. Diante de gargalos no financiamento internacional de saúde, estigmas sociais e barreiras de atendimento, pesquisadores enfatizam que ampliar a cobertura exige uma ação coordenada entre governos, farmacêuticas e organizações sociais. Em resposta aos achados, a plataforma assumiu o compromisso de conectar 10 milhões de pessoas LGBTQ+ a serviços de prevenção até 2028.

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