sábado, 8 de agosto de 2026

Estudo aponta queda de quase 50% na prevalência dos principais tipos de HPV no Brasil após vacinação

A presença dos principais tipos do papilomavírus humano (HPV) caiu para quase a metade no Brasil após a introdução da vacina, segundo o maior estudo sobre a eficácia do imunizante já conduzido na América Latina. Realizado pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, a pesquisa Pop-Brasil revelou que a proporção de jovens de 16 a 25 anos infectados pelos subtipos combatidos pela vacina caiu de 14,98% entre 2016 e 2017 para 7,95% no período entre 2020 e 2023.

A redução foi expressiva principalmente entre as mulheres imunizadas, grupo no qual a taxa do vírus caiu de 15,6% para apenas 3,1%. O levantamento também identificou um efeito de proteção indireta, ou “efeito rebanho”, entre as mulheres que não se vacinaram, pois a menor circulação do vírus diminuiu a infecção nesse público para 10,5%. Entre os homens vacinados, a detecção dos subtipos cobertos caiu de 13,8% para 4,6%, embora a falta de impacto entre os não vacinados reflita a baixa adesão masculina, decorrente da falsa percepção de que o HPV afetaria apenas a saúde feminina.

Outro ponto destacado pela investigação, que terá seus resultados publicados na revista npj Vaccines, é a eficácia da dose única atualmente adotada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os pesquisadores não encontraram diferenças significativas na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses. Atualmente, o SUS disponibiliza a vacina contra os quatro principais tipos oncogênicos do vírus para jovens de 9 a 14 anos e grupos com vulnerabilidades específicas, reforçando a importância do imunizante na prevenção de diversos tipos de câncer.

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