


Uma nova crise na Universidade Brasil (UB), campus Fernandópolis, veio à tona após estudantes do curso de Medicina enviarem uma denúncia formal à imprensa, alegando uma série de irregularidades que estariam comprometendo “de forma direta e irreversível” sua formação acadêmica.

A denúncia, protocolada nesta terça-feira (18), aponta para o atraso no pagamento de salários de docentes e preceptores, o que já resultou na paralisação e perda de aulas práticas obrigatórias, essenciais para a matriz curricular do internato médico.
Falha na Prestação do Serviço e Prática Abusiva
Segundo os alunos, a interrupção sistemática das atividades práticas configura uma falha na prestação do serviço educacional, violando o Código de Defesa do Consumidor (CDC). A situação levanta preocupações sobre a segurança dos pacientes atendidos e o futuro profissional dos estudantes.
“Já há preceptores recusando-se a receber alunos por falta de pagamento, colocando em risco nossa formação, nosso futuro profissional e a segurança dos pacientes que atendemos diariamente nos cenários de prática,” afirma trecho da denúncia.
Em contraste com a queda na qualidade do serviço, os estudantes alegam que a instituição impôs um reajuste substancial e desproporcional nas mensalidades, majorando o valor em mais de R$ 1.300,00 por semestre. Os alunos também questionam a cobrança de três mensalidades em um único mês sob a alegação de concessão de desconto.
Os estudantes classificam o aumento como uma prática abusiva, vedada pelo Art. 39, V, do CDC, especialmente diante da manifesta deterioração dos serviços entregues.
Posicionamento da Universidade Brasil
Em resposta às denúncias, a Universidade Brasil (UB) emitiu uma Nota de Esclarecimento na tarde desta quarta-feira (19), negando as alegações de interrupção e crise no setor prático.
Nota da Universidade Brasil:
“A Universidade Brasil (UB) esclarece que todos os campos de internato estão ativos e em pleno funcionamento, assegurando a continuidade das atividades práticas previstas na matriz curricular do curso de Medicina. Reforçamos que as relações com preceptores, docentes e demais profissionais vinculados às atividades práticas seguem os procedimentos e diretrizes contratuais, preservando a regularidade e a qualidade das atribuições acadêmicas. A UB mantém seu compromisso permanente com a excelência da formação médica, com a segurança dos ambientes de prática e com a transparência em suas ações.”
Os alunos informaram que, paralelamente à apuração jornalística, notificaram a instituição e pretendem acionar órgãos como o PROCON, Ministério Público e demais órgãos competentes pela fiscalização do ensino superior para garantir a resolução das irregularidades.











