

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, que terminou em um empate contra o Marrocos no último sábado, gerou um resultado amargo para os números do ibope da TV Globo. A transmissão do confronto marcou a menor audiência já registrada pela emissora carioca em toda a sua história de exibições do Brasil no torneio mundial. De acordo com dados preliminares do mercado de televisão na Grande São Paulo, a partida obteve uma média de 30,74 pontos, ficando abaixo do recorde negativo anterior, que havia ocorrido na disputa de terceiro lugar da Copa de 2014 contra a Holanda, quando o canal marcou 31,5 pontos.

O evento também marcou um momento histórico para a televisão brasileira, pois foi a primeira vez desde 1982 que a Globo transmitiu um jogo do Brasil em Copas do Mundo sem a voz de Galvão Bueno. Nesta edição, o veterano comanda os microfones no SBT, deixando a responsabilidade da narração na emissora do Rio de Janeiro por conta do jornalista Everaldo Marques. Além da mudança de voz, o canal enfrentou a concorrência feroz da internet e de outras redes de televisão.
Enquanto a TV aberta tradicional viu seus números encolherem, o universo digital celebrou um desempenho espetacular. Impulsionadas pelo sucesso estrondoso da CazéTV, as plataformas de streaming conquistaram uma média expressiva de 11,36 pontos de audiência na mesma faixa de horário. O canal do influenciador Casemiro Miguel no YouTube quebrou as barreiras da internet ao atingir o pico histórico de 12 milhões de dispositivos conectados simultaneamente, estabelecendo um novo recorde mundial de espectadores na plataforma de vídeos.


O SBT também colheu bons frutos com a cobertura do Mundial. Apostando no carisma e no bordão inconfundível de Galvão Bueno, a emissora paulista garantiu uma média sólida de 8,07 pontos e chegou a bater um pico de mais de 10 pontos durante os momentos mais quentes do jogo. A fragmentação do público entre diferentes telas mostra que o comportamento do torcedor mudou profundamente, dividindo as atenções que antes eram exclusivas de uma única emissora.








