quarta, 31 de dezembro de 2025

ESTEROIDES ANDROGÊNICOS ANABOLIZANTES: a função da psicologia nesse contexto

O que são e a que servem

Nos últimos anos, a população brasileira vem sendo exposta a uma alarmante e crescente utilização de hormônios para desempenho físico e fins estéticos, considerada um fenômeno de escala mundial (Rocha; Aguiar; Ramos, 2014). Em academias de ginástica e musculação, é frequente a suplementação com esteroides androgênicos anabolizantes (EAA), popularmente chamados de “bombas” (Cunha et al., 2004). São procurados pela capacidade de aumento rápido da massa muscular (efeitos anabólicos) e pelo desenvolvimento de características sexuais masculinas (efeitos androgênicos). O uso dessas substâncias está associado ao risco de sérios danos à saúde, comportamento antissocial e dependência de drogas (Carregosa; Faro, 2016; Silva et al., 2025).
Na contemporaneidade, a demanda por esses produtos ocorre por indivíduos de diferentes faixas etárias e em diferentes contextos (econômico, político, cultural e social), impulsionados pela combinação de fatores que incluem preocupação com a saúde e bem-estar, estilo de vida mais saudável, prevenção de doenças e prática de atividade física nas academias de ginástica (Mazza; Dumith; Knuth, 2022).

Os esteroides androgênicos anabolizantes, ou simplesmente anabolizantes, são derivados sintéticos da testosterona (hormônio natural masculino androgênico anabolizante endócrino) e de seus análogos. Inicialmente, são indicados clínicos com propósitos medicinais e frequentemente prescritos para pacientes que buscam melhorar o desempenho atlético ou apresentam quadro de hipogonadismo (produção insuficiente de hormônios sexuais), anemia, cânceres, e como auxiliar na recuperação pós-cirúrgica e traumas (Lemos et al., 2012; Souza et al., 2025; Ventura; Nazareno; Reisdörfer, 2025). São também aplicados em tratamentos terapêuticos, em casos de deficiência ou desordem hormonal, atrofias musculares, tratamento de osteoporose e disfunções associadas ao catabolismo do tecido muscular esquelético.

Os anabolizantes são muito utilizados por atletas e frequentadores de academias para aprimorar o desempenho físico, obter a hipertrofia muscular em treinamentos de resistência aeróbia e de força (Carmo et al., 2011), ou por indivíduos não atletas para esmerar a aparência estética (magra, sem gordura, massa muscular hipertrofiada), culto do corpo e uma silhueta escultural (Lemos et al., 2012; Mendes; Rinaldi, 2023).Todavia, Lima, Baiense e Andrade (2023, p. 6988) afirmam que, “nas últimas décadas, essas substâncias vêm sendo utilizadas por frequentadores de academias de forma indiscriminada, levando assim a uma preocupação da saúde pública devido aos seus efeitos colaterais, muitas vezes irreversíveis”.

Tais produtos, disfarçados como suplementos alimentares, são facilmente encontrados em academias, lojas especializadas, farmácias, drogarias e supermercados. Seus consumidores dispõem de grande variedade de suplementos ergogênicos (substâncias, dispositivos não limitados a nutrientes, compostos bioativos e hormônios) que visam melhorar o desempenho físico e a capacidade de trabalho, a resistência ou a recuperação em atletas e praticantes de exercícios físicos (Pizzo et al., 2023).

Wada (2024) fornece exemplos de suplementos ergogênicos: cafeína, efedrina, agonistas ou bloqueadores dos receptores beta-adrenérgicos (β-ARs) e beta-alanina (úteis na performance em exercícios de alta intensidade), diuréticos, creatina e whey protein (proteína do soro do leite), entre outros, e de sofisticadas técnicas para incrementar o desempenho físico, como treino em grandes altitudes, transfusões sanguíneas e doping genético. Ainda expõe um rol de produtos, cujo consumo indiscriminado é proibido: estimulantes, narcóticos, canabinoides e glicocorticoides. Entre os métodos proibidos em competições, menciona: manipulação do sangue e de seus componentes (reintrodução de sangue autólogo, halogênico/ homólogo ou heterólogo), manipulação química e física e dopagem genética.

O doping genético é relatado como uso não terapêutico de genes, elementos gênicos ou células capazes de aumentar a performance esportiva e, artificialmente, produzir vantagem física, como aumento da massa muscular ou da resistência (Cunha et al., 2004; Fallahi; Ravasi; Farhud, 2011; Ventura; Nazareno; Reisdörfer, 2025). Seu objetivo final é atingir o máximo desempenho em esporte de alto rendimento, por “aumentar o desempenho físico do atleta por meio da terapia gênica”, embora seja uma prática dopante descrita como virtualmente “indetectável” e cuja análise para detecção representa um novo desafio (Bairros; Prevedello; Moraes, 2011, p. 1058).

Mesmo ilegal e prejudicial à saúde, o consumo ostensivo e abusivo de suplementos nutricionais ergogênicos e de esteroides anabólicos androgênicos por adolescentes pode aumentar a força física e a energia, aprimorar o desempenho atlético, emocional e psíquico para a realização do trabalho físico (Cunha et al., 2024) e melhorar a aparência física (como exteriorização valorizada da subjetividade e construção das identidades de homens e mulheres) ou a capacidade de trabalho, mas expõe o usuário a riscos à saúde física e mental (Mendes; Rinaldi, 2023).

O uso de esteroides anabolizantes androgênicos está associado ao aumento da prevalência da ginecomastia, à depressão e ansiedade em fisiculturistas do sexo masculino (Filgueiras; Matias; Aragão, 2025). Nelson, Hildebrandt e Wallisch (2022) sustentam que fisiculturistas com histórico de uso de EAA tendem a apresentar maior probabilidade de traços psicopáticos, comportamentos de risco relacionados a sexo e ao uso de substâncias, problemas físicos e raiva quando comparados àqueles indivíduos sem histórico de uso de EAA.

Em clínica médica, contudo, esses anabolizantes, embora tragam risco terapêutico, são valiosos aliados no tratamento de doenças como deficiência de andrógenos, cânceres (de mama, fígado, pâncreas), estimulação do desenvolvimento ósseo e dos músculos, do apetite e da puberdade, interrupção prematura do surto de crescimento na adolescência, entre outras patologias (Carregosa; Faro, 2016; Ferreira; Palma, Pasquim, 2023; Lima; Baiense; Andrade, 2023).
Todavia, os anabolizantes, empregados de forma indiscriminada, sem acompanhamento médico, com dosagens habituais que ultrapassam a dosagem terapêutica recomendável, podem induzir um desequilíbrio hormonal e converter testosterona em estrogênio (ao alterar a estrutura da testosterona), provocam o crescimento das glândulas mamárias e têm efeitos hepatotóxicos (Cisneiros et al., 2021; Lima; Mendes; Rinaldi, 2023; Ventura; Nazareno; Reisdörfer, 2025).

É oportuno destacar que, no Brasil, o Conselho Federal de Medicina proibiu o uso dessas substâncias para finalidade estética, ganho de massa muscular e incremento do desempenho esportivo, devido aos múltiplos efeitos adversos que trazem ao organismo do usuário. A Resolução “adota as normas éticas para a prescrição de terapias hormonais com esteroides androgênicos e anabolizantes de acordo com as evidências científicas disponíveis sobre os riscos e malefícios à saúde, contraindicando o uso com a finalidade estética, ganho de massa muscular e melhora do desempenho esportivo” (CFM, 2023, n.p.).

Riscos, impactos e benefícios
Os riscos à saúde decorrentes do uso indiscriminado de EAA têm crescido de forma insidiosa, atrelado ao aumento dos efeitos colaterais comuns relacionados a muitos sistemas, como o cardiovascular, endócrino, reprodutivo, hepático, renal, musculoesquelético, dermatológico, neuropsiquiátrico e neurológico e comportamentais, incluindo o risco de morte (Cisneiros et al., 2021; Lima; Baiense; Andrade, 2023; Silva et al., 2025; Ventura, Nazareno e Reisdörfer, 2025).

Independentemente de o indivíduo ser atleta ou não, o uso de anabolizantes visa, primariamente, ao bom desempenho físico e à preocupação com a estética, mas todos os usuários são vulneráveis às suas consequências. Cunha et al. (2004), Lemos et al. (2012), Santi et al. (2021) e Souza et al. (2022), entre outros, elencam um rol desses riscos: supressão da espermatogênese (infertilidade), ginecomastia (aumento do volume das mamas no homem, devido a medicamentos e desequilíbrio hormonal), virilização ou masculinização (desenvolvimento de características físicas masculinas em mulheres ou crianças, como aumento excessivo de pelos faciais e corporais, grossos e escuros, em áreas típicas nos homens, como rosto, tórax, abdômen e coxas – o hirsutismo), alteração na voz (disfonia vocal, mais grave), acne severa (lesão dermatológica), calvície ou queda de cabelos (alopecia) e aumento do clitóris (hipertrofia clitoriana), todos riscos causados por excesso de hormônios masculinos (andrógenos) ou pelo uso de certas medicações (como esteroides anabolizantes).

O consumo rotineiro dessas substâncias, sem orientação médica, tornou-se uma verdadeira mania entre jovens que frequentam academias de ginástica ou de musculação, em busca de hipertrofia muscular, com uso não-clínico generalizado, simultâneo à automedicação no intuito de reduzir seus efeitos colaterais (Ferreira; Palma; Pasquim, 2023). Não se têm, contudo, informações incisivas sobre o uso de EAA para melhorar a «performance» atlética ou a aparência física, e é difícil determinar os ganhos sobre o corpo por razões diversas: o uso de EAA tem repercussões morais, sociais e desportivas; sua avaliação está sujeita a indivíduos que experimentam diferentes efeitos adversos; projeção de informações enviesadas contaminadas por experiência diversa; e uso simultâneo de outros produtos. Por isso, o consumo dos EAA é considerado uma epidemia real e silenciosa com crescentes riscos à saúde pública, sobretudo quando consumidos sem orientação (Rocha; Aguiar; Ramos, 2014; Azevedo; Eira; Amaral, 2024; Silva et al., 2025).

Para Maciel et al. (2022), Ramos et al. (2024), Pereira et al. (2024) e Silva et al., 2025), entre outros, os riscos mais comuns resultantes do consumo desenfreado da substância por homens sugerem: complicações (depressão e abstinência), doenças coronarianas e problemas cardiovasculares (hipertensão, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral), hipertrofia prostática, atrofia testicular e mamária, alteração da voz; distúrbios psicológicos ou psiquiátricos (agressividade, irritabilidade, depressão, comportamento suicida) desequilíbrios hormonais graves comprometendo o funcionamento endócrino normal. Em mulheres, além das doenças coronarianas e problemas hepáticos (tumores, hepatite medicamentosa, insuficiência aguda), ocorre hipertrofia de clitóris, engrossamento da voz, encolhimento dos seios, aumento da libido, crescimento de cabelos no corpo e alterações na menstruação.

São impactos sistêmicos e potencialmente irreversíveis a desencadearem danos graves à saúde e problemas crônicos ou de difícil superação. Cecchetto, Moraes e Farias (2012) reiteram a persistência de frequentes complicações funcionais cardíacas e hepáticas, assim como a possibilidade de surgimento de diversos tipos de câncer que podem levar à morte. Esses efeitos adversos, em geral, são seguidos de alterações psíquicas e comportamentais, com episódios de agressão e violência interpessoal, devido ao consumo, esportivo ou amador, de substâncias ergogênicas.

Cisneiros et al. (2022) aduzem que, independentemente do sexo, os efeitos dos androgênicos se estendem à possibilidade de dependência, após períodos prolongados de consumo de EAA, seguido de supressão do hormônio natural do organismo. Para os indivíduos que desejam interromper o uso abusivo de esteroides anabolizantes androgênicos, Solanki et al. (2023) consideram três aspectos sobre o que esperar: recuperação física, psicológica e bioquímica.
Entre os efeitos físicos preponderantes, Solanki et al. (2023) relacionam: acne, alopecia, atrofia testicular (nem sempre totalmente reversível após a interrupção do uso de EAA), ginecomastia, arritmias e aumento de pressão sanguínea, hipertrofia ventricular esquerda, diminuição da libido e disfunção erétil (podendo ser temporária durante o uso de EAA), desejo sexual hipoativo como desinteresse, diminuição ou ausência de desejo sexual (Gadelha et al., 2025).

Os efeitos psicológicos nocivos incluem: depressão, ansiedade aumentada, psicose, alcoolismo e dependência de drogas, déficit cognitivo, aumento da agressividade, transtornos alimentares e redução da qualidade de vida (fadiga), desenvolvimento de manias, ideação suicida e comportamento antissocial. Entre as alterações bioquímicas adversas estão: redução de testosterona, aumento de hematócrito e eritrocitose (torna o sangue mais espesso e prejudica a circulação; podem ocorrer complicações como coágulos sanguíneos), aumento do colesterol LDL e diminuição do colesterol HDL, elevação do PSA, azoospermia (ausência de espermatozoides ativos no sêmen ejaculado), hepatotoxicidade, rabdomiólise (destruição das fibras musculares), formação de cicatrizes nos glomérulos (os filtros dos rins) e maior suscetibilidade à infecção.

Além dessas alterações, repercutem os efeitos neuropsiquiátricos e comportamentais associados ao uso suprafisiológico, como: ansiedade, irritabilidade, hiperatividade, insônia, apatia, atitudes imprudentes, delírios de grandeza, comportamento impulsivo, agressão e hipomania, efeitos nocivos na circulação, distúrbios relacionados à imagem corporal, transtorno dismórfico muscular e modificações nos neurotransmissores, (Cisneiros et al., 2021; Mendes; Rinaldi, 2023; Ramos et al., 2024). Desequilíbrios nos neurotransmissores estão associados a doenças neurológicas, como Alzheimer e Parkinson, e a transtornos psicológicos e diversas condições que afetam o humor, o pensamento e o comportamento, como transtornos de ansiedade e bipolar, depressão, estresse, esquizofrenia, transtornos do neurodesenvolvimento (TDAH, autismo), alimentares (anorexia) e transtornos relacionados a traumas (TEPT) (Rocha; Aguiar; Ramos, 2014).

Outros efeitos nocivos colaterais do uso indiscriminado de anabólicos e androgênicos podem manifestar-se como: alterações nas características sexuais secundárias, hipertricose em ambos os sexos, esterilidade, distúrbios endócrinos (disfunção erétil, ejaculação precoce, impotência sexual, diminuição da libido), transtornos mentais (fobias) e psicóticos (esquizofrenia), de personalidade (borderline, narcisismo), falência hepática (pela hepatotoxicidade aumentada), contração de doenças infecciosas (HIV), aterosclerose, aumento de trombogênese e vasoespasmo, policitemia, aumento de cãibras musculares e, em casos raros, icterícia (Cisneiros et al., 2021; Lima; Baiense; Andrade, 2023; Azevedo; Eira; Amaral, 2024).

Em algumas competições desportivas internacionais, os anabolizantes e os suplementos nutricionais já cursaram escândalos midiáticos pelo seu uso abusivo dopante. Esses recursos ergogênicos visam “melhorar o desempenho atlético, energia, aparência física ou a capacidade de trabalho” (Rocha; Aguiar; Ramos, 2014, p. 88). Seu emprego, porém, pode “distorcer a equidade nas competições esportivas, minando a integridade do esporte e comprometendo a igualdade de oportunidades para todos os competidores”. Isso impõe que os atletas priorizem abordagens legais e saudáveis para melhorar seu desempenho e combinem treinamento físico adequado, alimentação balanceada, recuperação e busca incessante pela excelência no esporte (Reis; Silva; Coelho, 2024).

Na contramão dos malefícios gerados pelo EAA, Cabral et al. (2022), Azevedo, Eira e Amaral (2024) e Ventura, Nazareno e Reisdörfer (2025), entre outros, apontam benefícios dos anabolizantes quando usados adequadamente e sob prescrição médica: manutenção da saúde e do físico, aumento da massa muscular e da resistência, maior desempenho físico e atlético, melhor estética, ganho de força muscular e hipertrofia quando comparado ao sistema normal (de treinamento, alimentação e suplementação), além da maximização das reservas de glicogênio muscular, redução da quebra e perda de proteína muscular causada pelo treinamento e aumento do fluxo sanguíneo no tecido muscular.

Entre os efeitos fisiológicos e psicológicos benéficos, associados ao consumo de anabolizantes, ainda são descritos: aumento de células vermelhas (eritrose), volume total e concentração de hemoglobina (com aumento do desempenho do nível esportivo, do metabolismo basal, da atenção e do raciocínio), melhor performance no treino e na competição, aumento da autoconfiança, da autoestima e da memória muscular (fácil retorno a um alto nível de condicionamento físico e desempenho atlético) e aumento da tolerância à dor diante da maior intensidade de treinamento (Azevedo; Eira; Amaral, 2024).

Todavia devem ser destacadas, em contraste a esses benefícios, as principais e mais graves consequências do abuso dessas substâncias: efeitos ateroscleróticos e cardiomiopatias; toxicidade cardiovascular, hepática e renal; risco aumentado de câncer de próstata e de toxicidade neuropsiquiátrica com possibilidade de danos irreversíveis (Souza; Silva; Ferreira, 2023; Reis; Silva; Coelho, 2024; Silva A. et al., 2024; Silva et al., 2025).

Fisiologia dos esteroides androgênicos anabolizantes
Embora sejam empregados para hipertrofia muscular e cuidados com o corpo e com a saúde, muitas pessoas confundem esteroides anabolizantes com suplementos alimentares, o que fortalece os riscos à saúde. Deve-se, pois, fazer uma distinção fundamental entre suplementos nutricionais e esteroides androgênicos anabólicos, ou hormonas androgênicas (Azevedo; Eira; Amaral, 2024; Silva et al., 2025).

Os suplementos nutricionais, chamados esportivos ou ergogênicos (proteicos, vitamínicos ou minerais) são produtos alimentares muito consumidos por praticantes de atividades físicas e servem para complementar a dieta (proteínas, creatina, aminoácidos, vitaminas, minerais, carboidratos), mas nunca para substituí-la totalmente (Barbosa et al., 2019). Visam compensar uma deficiência dietética ou suprir necessidades alimentares e melhorar o rendimento físico (Almeida et al., 2024). Frequentemente comercializados como comprimidos, líquidos, géis, pós ou barras, essas substâncias atuam de forma sutil, oferecem suporte nutricional e auxiliam na performance física sem provocar alterações drásticas no corpo ou colocar a saúde em risco em curto prazo (Verdan; Santos; Senna Júnior, 2021; Pizzo et al., 2023).

O consumo de suplementos nutricionais envolve a absorção, metabolização e utilização dos nutrientes concentrados, ajustados à dieta diária de um indivíduo saudável em demandas do treinamento físico de elevada intensidade e de alto desempenho (Mazza; Dumith; Knuth, 2022; Almeida et al., 2024). Contribuem para evitar enfermidades, retardar o envelhecimento e aperfeiçoar a aparência física (Santos et al., 2019). Um consumo inadequado, porém, tende a sobrecarregar o organismo e provocar danos à saúde. O consumo desses suplementos deve ter orientação profissional (nutricionista ou médico) visando atender as carências alimentares individuais, ou seja, suprir as necessidades nutricionais de cada indivíduo sem se deixar influenciar por modismos e culto ao corpo imposto pela mídia (Verdan; Santos; Senna Júnior, 2021).

Existe uma grande variedade de suplementos no mercado, constituídos à base de carboidratos, proteínas, aminoácidos, suplementos lipídicos, hipercalóricos, queimadores de gordura e suplementos vitamínicos (Pereira; Ferreira; Figueiredo, 2022). Rocha, Aguiar e Ramos (2024) observam que esse consumo, iniciado, geralmente, em idades jovens (por volta dos 16 anos), predominantemente em indivíduos do sexo masculino – assinala dois comportamentos importantes, associados ao processo de saúde-doença nas populações: a prática de atividade física e a preocupação com o consumo alimentar.

Frise-se: os esteroides androgênicos anabolizantes não são suplementos alimentares, mas substâncias potentes (medicamentos sintéticos) à base de hormônios, orientadas para prevenir e tratar problemas ligados ao hormônio sexual masculino ou do crescimento. Se usados de forma inadequada e sem indicação médica precisa para promover ganhos rápidos de massa muscular ou para uso recreativo, carreiam sérios riscos sistêmicos à saúde e graves efeitos colaterais, afetando principalmente o sistema cardiovascular, hepático, o metabolismo e a saúde mental (Cunha et al., 2004; Rocha; Aguiar; Ramos, 2014; Silva et al., 2025).

Fisiologicamente, as hormonas sexuais incluem androgênios (classe da testosterona), estrogênios e progestagênios (Lima, 2021; Peres; Sakamoto, Silva, 2023). A testosterona é o principal hormônio sexual masculino, envolvida na regulação do desejo sexual, produção de espermatozoides, distribuição de gordura corporal e desenvolvimento de características sexuais secundárias masculinas (barba, voz grave, aumento da libido). Também é encontrada nas mulheres, como nos ovários e nas glândulas adrenais, ainda que em doses inferiores. É um esteroide androgênico e anabólico e a principal hormona sexual masculina (Rojas-Zambrano et al., 2025). O termo androgênico se refere ao desenvolvimento e manutenção das características sexuais masculinas («andro», homem, e «gennan», produzir), e o termo anabólico faz referência à estimulação do crescimento e maturação dos tecidos não-reprodutores, isto é, ao crescimento muscular (Cunha et al., 2004; Dutra; Rocha; Aguiar; Ramos, 2014; Andrade, 2016).

Como a testosterona possui eficácia limitada quando administrada por via oral (é rapidamente metabolizada na primeira passagem pelo fígado), foram desenvolvidos componentes com estrutura molecular alterada para suprir esse inconveniente. Assim, os EAAs, análogos sintéticos da testosterona, manipulados em laboratório, foram elaborados para maximizar os efeitos anabólicos (como o crescimento muscular) e minimizar os efeitos laterais androgênicos (como as características sexuais masculinas secundárias e efeitos colaterais, como acne e calvície). Os EAAs também funcionam como uma substância dopante «ideal», com efeito anabólico potente e efeito androgênio mínimo, portanto, usados para melhorar a performance física e a imagem corporal, produzir a hipertrofia das fibras musculares e aumentar a síntese proteica intracelular (Costa; Melo, 2020; Maciel et al., 2022).

Uso de anabolizantes e atuação da psicologia
O consumo de esteroides androgênicos anabolizantes, acentuadamente entre adultos emergentes (em torno dos 18 aos 29 anos), tem aumentado de forma preocupante, e algumas considerações à luz da psicologia devem ser evidenciadas. Na atualidade, a insatisfação com o corpo devido à forte imposição midiática leva jovens adultos a buscarem formas rápidas de alterar a composição corporal para se inserirem nos “padrões da sociedade” e recorrem à prática da musculação como uma das principais opções da alteração estética pretendida (Pizzo et al., 2023).

Embora os EAAs tenham sido desenvolvidos, inicialmente, para fins terapêuticos, registra-se sua ampla utilização indevida, não terapêutica e sem acompanhamento médico, para fins recreativos, estéticos e de desempenho esportivo, mesmo diante dos riscos por eles evidenciados – repita-se – envolvendo complicações em sistemas reprodutivo, hepático, cardiovascular com potenciais danos graves à saúde (Oliveira, 2012; Mendes; Rinaldi, 2023).
O uso de anabolizantes é motivado pela busca da excelência física e do corpo ideal, por pressão social para atingir padrões estéticos, muitas vezes mortificando o corpo com esforços incansáveis, exercícios físicos exaustivos, dietas hipercalóricas e administração dos esteroides (Souza et al., 2022; Mendes; Rinaldi, 2023). Todavia, a Anvisa (2021) proíbe a comercialização, importação e fabricação de produtos com moduladores seletivos de receptores androgênicos, e o Conselho Federal de Medicina (CFM, 2023) estabelece normas éticas para prescrição de terapias hormonais com esteroides androgênicos e anabolizantes, contraindicando seu uso para de fins estéticos, ganho de massa muscular e melhora do desempenho esportivo pelos riscos e malefícios à saúde.

Todavia, essa perspectiva envolve um paradoxo: ao mesmo tempo em que o indivíduo busca gerenciar o próprio corpo para sugerir superioridade moral, saúde, vigor, boa forma, penaliza-o com múltiplos efeitos colaterais psicológicos, físicos (e efeitos masculinizantes em mulheres), pelo uso de anabolizantes comprovadamente danosos à própria saúde (Silva et al., 2025).

Não há condenar a prática de exercício físico, capaz de promover inúmeros benefícios para o sistema cardiorrespiratório e muscular, a saúde mental e a função comportamental. Praticado de forma voluntária, com intensidades moderadas e como atividade prazerosa, o exercício físico melhora o humor, a cognição, a ansiedade e a qualidade de vida em indivíduos saudáveis (Cevada et al., 2012; Schaeffer; Bassani, Machado, 2025). Embora não se tenha alcance de alto nível na prevenção de transtornos mentais pela atividade física, seu praticante precisa estar preparado a enfrentar fatores estressantes (mecânicos, fisiológicos, emocionais e psicossociais), aprimorar o rendimento e alcançar os resultados esperados sem apelar para a ingestão de suplementos alimentares em excesso e anabolizantes.

O uso de EAA está associado a transtornos psiquiátricos e psicológicos, normalmente sob doses elevadas dessas substâncias, bem como a severas alterações de humor, euforia, aumento da confiança, comportamento irracional, agressividade mais intensa e raiva (Nelson; Hildebrandt; Wallisch, 2022). Essas manifestações, que demandam intervenção de um psicólogo, são causadas por fatores biológicos (desequilíbrios químicos no cérebro, predisposição genética), psicológicos (traumas passados, estresse, ansiedade, depressão, experiências de abuso) e sociais (violência, ambientes disfuncionais), irritabilidade, maior libido nos homens (às vezes, nas mulheres) e depressão (Talhari et al., 2023; Souza et al., 2025).

Entre os distúrbios psíquicos e psiquiátricos associados ao consumo de esteroides androgênicos anabolizantes, que desenham a possibilidade de atuação do psicólogo, merecem destaque a ideação suicida e suicídio, riscos elevados de transtornos de personalidade e comportamentos antissociais (Silva; Pucci, 2021) e psicológicos, manifestos em episódios de agressividade intensa, desenvolvimento do transtorno dismórfico corporal (TDC) e dismorfia muscular (Cabral et al., 2023).

Tudo se torna mais crítico quando se instala dependência, com consequências físicas e psicológicas significativas na vida do indivíduo (Lemos et al., 2012). Trata-se de condição que requer a intervenção do psicólogo se torna obrigatória e envolve uma abordagem multifacetada, com foco na compreensão do percurso do paciente, motivo para a abstinência e manejo de comorbidades como transtornos de imagem corporal (Miranda et al., 2025). A dependência de esteroides androgênicos anabólicos segue um curso semelhante às demais drogas, com síndrome de abstinência e tratamento sintomático (Lemos et al., 2012; Rocha; Aguiar; Ramos, 2014). Os sintomas da síndrome da dependência intensificam quadros depressivos e ansiosos, aumentam o risco de mania e alterações de humor, afetam as relações interpessoais, com necessidade imperativa de intervenção psicológica para mitigar os graves e múltiplos impactos na saúde física e mental e o bem-estar dos usuários (Cabral et al., 2023; Costa et al., 2024).

Ao veicular a percepção de uma cultura de masculinidade hegemônica e valorização de características consideradas viris, como força, musculatura, domínio sobre o próprio corpo e imagem corporal, o indivíduo é impelido ao consumo de esteroides, associados aos corticosteroides e esteroides anabolizantes como reforço, e pressionado a se enquadrar nesse modelo de masculinidade, amplificado pela idealização de um corpo perfeito, viril e posição de prestígio social. Eis, pois, que, referendando Cecchetto, Moraes e Farias (2012), Carregosa e Faro (2016) e Talhari et al (2023), entre outros, o uso de esteroides anabolizantes extrapola a busca estética e alcança uma construção sociocultural complexa de masculinidade que engloba identidade, status, aceitação social e projeção pessoal.

No extenso quadro de efeitos nocivos causados pelos anabolizantes, a psicologia desempenha papel fundamental na compreensão, prevenção e tratamento do uso e abuso dessas substâncias que, muitas vezes, estão ligadas a questões de autoimagem, estética, autoestima, transtornos dismórficos corporais e psiquiátricos, alterações na cognição social, aumento de agressividade, irritabilidade, depressão, manias e psicoses, busca por padrões estéticos irreais, ou seja, um vasto campo para atuação do psicólogo (Mendes; Rinaldi, 2023; Miranda et al., 2025).

Os prejuízos causados por anabolizantes não evidenciam apenas problemas sintomáticos (dores de cabeça, diarreias, acnes), mas outras condições mais complexas associadas e, às vezes, irreversíveis, como impactos negativos no sistema nervoso (Cabral et al., 2023), alterações cardíacas deletérias e dislipidemias, lesões hepáticas devido à sobrecarga imposta ao fígado e infertilidade masculina (Gallon et al., 2024). Tais expressões físicas e fisiológicas culminam com os efeitos psicológicos e neuropsiquiátricos que interferem no ajustamento do indivíduo pela indução de reflexos psiquiátricos secundários (Nelson; Hildebrandt; Wallisch, 2022), tais como relações antissociais, transtornos de conduta, atos violentos e manifestação de comportamentos de risco (Lemos et al., 2012; Cabral et al., 2023; Talhari et al., 2023).

A intervenção do psicólogo, comprometido que deve estar com a promoção do bem-estar humano, é benfazeja e contribui para restabelecer o equilíbrio corporal e psíquico (saúde física, mental e emocional), melhorar o autoconhecimento, aperfeiçoar relacionamentos, encorajar a adaptação a mudanças e enfrentamentos, otimizar o desempenho pelo reforço ao foco pessoal, à motivação e à resiliência (Lemos et al., 2012; Carregosa; Faro, 2016). Em decorrência, as intervenções, direcionadas aos grupos mais vulneráveis (adolescentes, atletas e praticantes de atividade física), compreendem ações em que o psicólogo deve estar envolvido: medidas preventivas ao uso excessivo de anabolizantes, aspectos educacionais, psicológicos e sociais relacionados ao consumo dessas substâncias; estratégias: prover informações sobre “riscos e consequências do uso de anabolizantes, promover a autoestima e a aceitação corporal, estimular o desenvolvimento de habilidades sociais e de enfrentamento, incentivar o uso de métodos naturais e saudáveis para melhorar o desempenho físico e esportivo […]” (Cabral et al., 2023, p. 1075).

As complicações associadas ao uso de EAA sugerem forte relação causal com problemas mentais, uma vez que muitos homens recorrem ao consumo dessas substâncias diante de manifestação de distúrbios neuropsiquiátricos, como ansiedade e depressão, e de sintomas de agressividade e alterações comportamentais (Ferreira; Palma; Pasquim, 2023).
Ao psicólogo cabe atuar em diversas frentes: na prevenção, avaliação e tratamento dos aspectos psicológicos e comportamentais associados ao consumo de esteroides androgênicos anabólicos, auxiliando no suporte a seu consumidores com abordagens sobre as complexas dimensões psicológicas e sociais que levam ao seu consumo, e promovendo a saúde e a qualidade de vida do usuário (CFP, 2019).

Sua atuação envolve diversas abordagens:
a) acolher e estabelecer vínculo terapêutico, isento de julgamentos ou críticas; construir um espaço seguro, de confiança e empatia para que o indivíduo se sinta à vontade para expressar suas emoções e experiências, discutir o uso dessas substâncias, suas motivações e medos, fortalecer a relação usuário/psicólogo e promover aceitação de adesão ao “tratamento” para minimizar os impactos psicológicos e possível sofrimento emocional (CFP, 2019; Barbosa, 2025);

b) avaliar, com visão abrangente e compreensão multifacetada, as razões que conduziram o consumidor ao uso de EAA: motivações (pressões estéticas, alta performance, baixa autoestima, distorção da imagem corporal e fatores sociais e psicológicos); impactos psicológicos: alterações de humor, ansiedade, agressividade, sintomas psicóticos ou dependência química; contexto de vida, buscando entender seu histórico pessoal, social e familiar (Talhari et al., 2023);

c) realizar intervenções terapêuticas com diferentes abordagens, como a terapia cognitivo-comportamental, que pode auxiliar no enfrentamento e mudança de comportamentos disfuncionais; promover reflexão e conscientização sobre riscos e consequências do uso de EAA na saúde física e mental; tratar os transtornos associados, como imagem corporal; desenvolver estratégias/métodos saudáveis de manejo do estresse; reforçar a promoção da saúde mental e hábitos benéficos ao bem-estar global; estimular e trabalhar a motivação intrínseca para a mudança, para reduzir ou interromper o uso, com foco na recuperação e na resiliência (CFP, 2019);
d) atuar em políticas públicas, participar de equipes multidisciplinares (médicos, nutricionistas, educadores físicos, assistentes sociais etc.) para garantir um cuidado integral; atuar em programas sociais de prevenção e conscientização sobre uso indiscriminado de EAA (CFP, 2019), especialmente em academias, universidades e centros esportivos, visando estratégias eficazes de redução de riscos e promoção da saúde dessa população vulnerável.
O consumo misto de suplementos alimentares e esteroides androgênicos anabolizantes vem impulsionado pelo desejo de resultados (Cabral et al., 2022), incentivo e apelo da mídia e da sociedade, direcionados ao consumo, à construção social de um corpo saudável e à estética nos moldes dos padrões idealizados pelo imaginário social (Santos et al., 2019).

O apelo da estética e do desempenho levam inúmeros indivíduos às academias, preocupados com o corpo e a alimentação e induzidos por estilos de vida mais saudáveis. Esse apelo, porém, os torna mais vulneráveis ao exagero no consumo alimentar suplementar e de esteroides. Neste espectro, a atuação do profissional psicólogo pode orientar sobre uso, finalidade e efeitos desses produtos de forma garantir segurança e melhores resultados ao usuário. De forma análoga, esse profissional é competente para facilitar a conscientização por meio da educação no esporte e responsabilidade, de fato, pelo respeito com o próprio corpo.

Romero, Souza e Silva (2023) admitem que o trabalho do psicólogo é fundamental pela sua capacidade de compreensão das facetas que possibilitam o advento de transtornos psicológicos, podendo trabalhar para a prevenção, adesão ao “tratamento” e a evitação das complicações. Ao compreender os fatores psicológicos e as repercussões negativas do consumo excessivo dessas substâncias na vida do usuário, o psicólogo abre caminho a uma atuação positiva, promovendo estratégias personalizadas de educação e treinamento mental, desenvolvimento holístico do indivíduo ao explorar e discutir alguns dos principais aspectos físicos e psicológicos que traduzem sua saúde física e mental: desempenho físico, modelagem estética do corpo, qualidade de vida, depressão, impulsividade e agressividade, comportamento antissocial e tomada de decisões, motivação e resiliência.

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