

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) divulgou uma lista contendo 471 produtos brasileiros que não receberão a nova sobretaxa de 12,5% imposta pelo país norte-americano. A alíquota foi anunciada sob a alegação de supostas falhas brasileiras no combate à importação de mercadorias produzidas por trabalho forçado, mas a nova relação de exceções garante que itens estratégicos para o comércio bilateral fiquem de fora do aumento tarifário.

Entre as principais mercadorias poupadas pela medida estão produtos essenciais para a pauta de exportação do Brasil e para o abastecimento da indústria americana, como café, petróleo, gás natural, suco de laranja, derivados de açaí, fertilizantes e madeira. A lista abrange 20 grandes categorias e inclui também insumos industriais como ferro-gusa, defensivos agrícolas, equipamentos para a produção de semicondutores e determinados insumos farmacêuticos. Segundo o governo dos Estados Unidos, a decisão de conceder as isenções levou em consideração a importância dessas matérias-primas para o mercado interno norte-americano e compromissos comerciais prévios.
Para os produtos brasileiros que não figuram na lista de exceção, a nova taxa entra em vigor com aplicação cumulativa à tarifa de 25% já em vigor desde meados da semana. Nesses casos, o impacto fiscal sobre as exportações do Brasil para o mercado estadunidense pode chegar a até 37,5%. O USTR estendeu também regras específicas de cotas e diferenciações tarifárias a outros parceiros comerciais e blocos internacionais que mantêm acordos estratégicos com o país.









