


O governo dos Estados Unidos anunciou uma série de restrições severas para a entrada de viajantes vindos da República Democrática do Congo, de Uganda e do Sudão do Sul. A medida, divulgada pelo Departamento de Segurança Interna, foi tomada em caráter de urgência após o avanço rápido de um novo surto de ebola na região da África Central. Além de fechar o cerco nas fronteiras, as autoridades americanas emitiram um alerta global recomendando expressamente que seus cidadãos evitem viajar para esses três países por tempo indeterminado.

Com as novas regras em vigor, qualquer cidadão americano ou residente legal que tenha passado por um desses territórios africanos nos 21 dias anteriores à viagem será obrigado a desembarcar exclusivamente no Aeroporto Internacional Washington Dulles, localizado na capital do país. No local, equipes especializadas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças e da Alfândega dos Estados Unidos montaram uma estrutura para realizar exames médicos e uma triagem de saúde reforçada em todos os passageiros. O presidente Donald Trump já havia manifestado preocupação com a crise sanitária no início da semana, o que levou a embaixada americana em Uganda a suspender temporariamente a emissão de vistos.
A mobilização internacional ganhou força depois que a Organização Mundial da Saúde decretou que o surto atual é uma emergência de saúde pública de importância internacional. A situação acendeu o sinal de alerta após a confirmação de centenas de casos suspeitos e dezenas de mortes concentradas na província de Ituri, no Congo, com registros também na vizinha Uganda. O avanço da doença colocou os sistemas de vigilância sanitária do planeta em prontidão máxima.


O grande desafio para os cientistas e médicos que atuam no combate à epidemia é que o surto atual está sendo provocado pelo vírus Bundibugyo. Esta é uma variante extremamente rara do ebola, identificada apenas pela terceira vez desde que a doença foi descoberta na década de 1970. A maior complicação reside no fato de que não existem vacinas preventivas e nem tratamentos médicos aprovados ou eficazes contra essa cepa específica. Apesar do cenário preocupante na África, as agências de saúde dos Estados Unidos garantem que, por enquanto, o risco de contágio para o público geral em solo americano permanece baixo, mas as medidas de segurança nas fronteiras poderão ser endurecidas caso o vírus continue se espalhando.







