sexta, 31 de julho de 2026

Estados Unidos aplicam nova sobretaxa a produtos do Brasil e governo brasileiro estuda recorrer à OMC

Os Estados Unidos anunciaram a imposição de uma nova tarifa comercial de 12,5% sobre produtos brasileiros, alegando que o país não possui fiscalização adequada contra a importação de mercadorias produzidas por meio de trabalho forçado. A medida substitui a antiga taxa de 10% aplicada no início do ano e se soma a outro encargo de 25% já em vigor, podendo elevar a tributação de parte das exportações do Brasil ao mercado americano para até 37,5%.

A decisão tomada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) faz parte de uma investigação ampla que atingiu dezenas de nações. De acordo com o órgão norte-americano, a suposta falha do Brasil em proibir o ingresso desses bens criaria uma vantagem competitiva desleal para o mercado. O relatório apontou a entrada no país de produtos como alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco associados a essas práticas entre os anos de 2021 e 2025.

Em resposta, o governo brasileiro classificou a nova sanção como arbitrária e injustificada, ressaltando que o país é reconhecido internacionalmente pelo combate ao trabalho escravo e possui uma legislação rigorosa sobre o tema. Diante do impacto comercial, a Presidência da República e o Ministério das Relações Exteriores informaram que pretendem acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar as barreiras econômicas, além de manter o amparo aos exportadores nacionais atingidos pelas medidas.

Notícias relacionadas