

As mulheres vítimas de violência no estado de São Paulo contam com uma rede integrada de serviços que oferece acolhimento, segurança e suporte financeiro para romper o ciclo de abusos. Essa estrutura abrange desde canais rápidos de denúncia até o monitoramento constante de agressores e projetos de assistência social, permitindo que as vítimas encontrem apoio em diferentes fases de sua jornada de proteção e retomada da autonomia.

Para garantir a integridade física das vítimas, o estado adota o monitoramento de agressores por meio de tornozeleiras eletrônicas, assegurando que as medidas protetivas decretadas pela Justiça sejam rigorosamente cumpridas. Na palma da mão, as mulheres têm acesso ao aplicativo SP Mulher Segura, plataforma que permite o registro de boletins de ocorrência, o cadastro de pessoas de confiança para redes de apoio e o acionamento emergencial de um “Botão do Pânico” para aquelas que possuem medidas protetivas. O policiamento também foi reforçado com a Patrulha Mulher Segura, que realiza visitas preventivas e acompanha de perto os casos de maior risco, e com a Cabine Lilás, um serviço telefônico especializado da Polícia Militar que funciona 24 horas pelo número 190, com policiais treinadas para prestar um atendimento humanizado e ágil.
O acolhimento presencial foi planejado para evitar o desgaste emocional de ter que repetir o relato da agressão em vários órgãos. Nas delegacias, Unidades Básicas de Saúde (UBS) e postos do Instituto Médico Legal (IML), a Sala Lilás garante privacidade e conforto durante exames e orientações jurídicas. Para alcançar locais mais distantes e periferias, o Ônibus SP Por Todas leva serviços itinerantes de assistência social e psicologia diretamente aos municípios paulistas. Já o Circuito Integrado de Proteção às Mulheres atua como uma unidade móvel completa e sigilosa que reúne, no mesmo espaço físico, psicólogos, policiais, defensores e promotores, agilizando o registro de ocorrências, a concessão de medidas protetivas urgentes e até cursos de capacitação profissional.


A segurança urbana e a independência financeira também são focos das políticas públicas do estado. Para proteger mulheres desacompanhadas que esperam transporte público durante a noite, o projeto Abrigo Amigo instala painéis digitais com câmeras, microfones e internet em pontos de ônibus na capital. Das 20h às 5h, as passageiras podem iniciar videochamadas com uma central de atendimento para conversar e monitorar a movimentação ao redor enquanto aguardam sua condução. Pensando no momento em que a vítima precisa sair de casa para se proteger, o governo paulista oferece um Auxílio-Aluguel de R$ 500 mensais para mulheres com medidas protetivas em situação de vulnerabilidade, dando a elas o suporte necessário para recomeçar. Por fim, o Protocolo Não Se Cale atua na prevenção dentro de ambientes de lazer, capacitando funcionários de bares, restaurantes e casas noturnas para identificar assédios, acolher vítimas e acionar as autoridades de forma rápida e segura.









