

O estado de São Paulo registrou um desempenho expressivo no mercado de trabalho formal no primeiro quadrimestre do ano, acumulando a criação de 202.374 vagas de emprego com carteira assinada. Esse montante representa uma média de quase duas mil novas oportunidades de trabalho abertas por dia no território paulista. Os dados foram levantados pela Fundação Seade com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego. Somente no mês de abril, a economia do estado respondeu pela abertura de 20.202 postos formais, enquanto o balanço dos últimos 12 meses aponta para um saldo positivo de 232.224 trabalhadores contratados.

Esse ritmo de contratações consolida São Paulo na liderança nacional de geração de emprego, respondendo por 29% de todas as vagas com carteira assinada criadas no Brasil nos primeiros quatro meses do ano. Em abril, o estado deteve uma fatia de 24% das vagas nacionais e, no acumulado de 12 meses, concentrou 22% do resultado do país. Na comparação com os estados vizinhos, a liderança paulista fica ainda mais evidente, sendo responsável por 61% de todos os empregos gerados na região Sudeste entre janeiro e abril. Em termos percentuais, o estoque de empregos no estado cresceu 0,14% em abril, 1,4% no quadrimestre e 1,61% em um ano.
No cenário municipal, a capital paulista desponta como a maior geradora de postos no acumulado do ano, com 53.554 vagas, seguida por Osasco, que somou 12.450 novos postos e liderou o ranking estadual do mês de abril ao abrir sozinha 4.023 vagas. Cidades como Bauru, Campinas e Guarulhos também figuram entre os destaques de contratação ao longo dos primeiros quatro meses. Além do volume de empregos, o estado também apresentou o maior salário médio de admissão do Brasil em abril, pagando R$ 2.693,01 ao trabalhador recém-contratado, uma remuneração 13% superior à média nacional, que ficou em R$ 2.386,56. Essa valorização salarial é impulsionada, entre outros fatores, pela política do salário mínimo regional fixado pelo Governo de São Paulo, estabelecido em R$ 1.874 para o ano de 2026.
Entre os setores da economia que impulsionaram o mercado de trabalho em abril, o segmento de serviços foi o grande protagonista, gerando um saldo de 20.393 novos empregos formais. Os ramos de transporte, armazenagem e correios lideraram as contratações dentro do setor, seguidos de perto pelas áreas de administração pública, saúde, educação e serviços sociais. A indústria geral também contribuiu positivamente para o indicador mensal com 2.530 vagas, puxada principalmente pelo setor de transformação, enquanto os segmentos da construção civil e da agropecuária completaram a lista de setores que mais admitiram novos funcionários no período.







