quarta, 1 de julho de 2026

Estado de SP investiga segundo caso suspeito de Ebola em 2026

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo investiga um novo caso suspeito de infecção pelo vírus Ebola registrado na capital paulista. A paciente é uma brasileira de 31 anos que foi transferida para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade de referência nacional para o atendimento de casos suspeitos da doença.

Segundo as autoridades de saúde, a mulher esteve a trabalho na província de Kivu do Norte, localizada no leste da República Democrática do Congo, região que possui registros da enfermidade. Ela retornou ao Brasil no dia 6 de junho e começou a apresentar sintomas como febre e diarreia três dias depois.

Após procurar atendimento em um hospital particular da capital, a paciente foi encaminhada ao Emílio Ribas na madrugada desta quarta-feira (10). A investigação foi aberta porque ela se enquadra nos critérios definidos para casos suspeitos, levando em consideração o histórico de viagem e os sintomas apresentados.

De acordo com a Secretaria da Saúde, a paciente está em condição estável e permanece em isolamento, seguindo todos os protocolos de segurança. O teste rápido para malária apresentou resultado negativo e, até o momento, não há confirmação laboratorial de Ebola. As amostras estão sendo analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz.

Este é o segundo caso suspeito da doença registrado em São Paulo neste ano. O primeiro envolveu um homem de 37 anos, também vindo da República Democrática do Congo. Após exames, a suspeita de Ebola foi descartada e os médicos identificaram que o paciente estava com meningite meningocócica.

Diante das notificações, a Secretaria de Estado da Saúde intensificou as ações de vigilância epidemiológica. Mais de 1,1 mil profissionais de saúde participaram recentemente de treinamentos voltados à identificação e ao manejo de casos suspeitos da doença.

As autoridades reforçam que o vírus Ebola não é transmitido pelo ar. A contaminação ocorre apenas por contato direto com fluidos e secreções de pessoas infectadas que já apresentem sintomas. Segundo os órgãos de vigilância, o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul continua sendo considerado muito baixo.

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