quarta, 8 de julho de 2026

Estado de SP inicia nova fase de vacinação contra brucelose com regras eletrônicas e opção sem marcação a fogo

Teve início nesta quarta-feira (1º) a segunda etapa anual da campanha de vacinação contra a brucelose em todo o estado de São Paulo. Promovida pela Defesa Agropecuária, órgão ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, a mobilização segue até o dia 31 de dezembro. Neste período, os pecuaristas devem obrigatoriamente imunizar todas as fêmeas das espécies bovina e bubalina que tenham entre três e oito meses de idade. A brucelose é uma doença grave que afeta a reprodução dos animais e pode ser transmitida aos seres humanos.

Por se tratar de um imunizante composto por uma bactéria viva, que oferece risco de infecção real para quem o manipula, a aplicação não pode ser feita pelo próprio produtor. É obrigatório contratar um médico veterinário devidamente cadastrado junto ao governo do estado. Esse profissional será o responsável por garantir a aplicação correta e emitir o documento oficial de comprovação. A lista de profissionais habilitados para atuar em cada município pode ser consultada diretamente no site da Defesa Agropecuária.

Uma das principais novidades da campanha envolve a desburocratização do processo de declaração, que agora ocorre de forma eletrônica. O veterinário tem o prazo de até quatro dias após a aplicação para registrar o atestado no sistema informatizado do governo, o Gedave. Se os dados sobre a quantidade de cabeças de gado na propriedade estiverem corretos e atualizados, o próprio sistema valida a vacinação e emite a declaração de forma automática. Caso haja divergência entre o número de animais vacinados e o saldo total registrado, tanto o veterinário quanto o fazendeiro serão avisados por e-mail para corrigir a pendência.

O estado também consolida o uso de um sistema alternativo de identificação dos animais vacinados, pioneiro no país por substituir a tradicional marcação com ferro em brasa. Os produtores paulistas podem optar pelo uso de bottons coloridos nas orelhas dos animais, o que diminui o sofrimento do gado, melhora a qualidade do couro e garante mais segurança para as equipes durante o manejo. Ficou definido que os brincos de cor amarela identificam as fêmeas que receberam a vacina do tipo B19, enquanto os bottons azuis servem para os animais protegidos com a vacina RB51. Essa identificação por botton, contudo, é restrita ao território paulista, sendo proibido o transporte de animais identificados dessa forma para outros estados da Federação.

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