

A economia do estado de São Paulo registrou um ritmo acelerado na geração de empregos com carteira assinada no primeiro quadrimestre do ano. De acordo com um levantamento da Fundação Seade, feito a partir de dados oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego, o território paulista abriu mais de 202 mil novas vagas formais de trabalho entre janeiro e abril. Essa marca impressionante representa uma média de quase duas mil contratações diárias e consolida São Paulo como o estado com o maior saldo de empregos de todo o Brasil.

Apenas no mês de abril, o mercado de trabalho paulista foi responsável pela abertura de 20.202 novos postos de trabalho. Quando analisado o desempenho acumulado dos últimos 12 meses, o estado soma mais de 232 mil oportunidades criadas. Esses indicadores mostram que São Paulo gerou quase um terço de todas as vagas com carteira assinada do país no primeiro quadrimestre e garantiu 61% de todos os empregos criados na região Sudeste no mesmo período. A evolução foi positiva em todos os recortes de tempo, mostrando um crescimento sólido e contínuo na oferta de vagas.
Além de liderar o volume de contratações, o estado também se destacou no bolso do trabalhador, registrando o maior salário médio de admissão do país no mês de abril, que ficou em 2.693,01 reais. Esse valor supera em 13% a média paga no restante do Brasil e deixa São Paulo à frente de regiões como o Distrito Federal, Santa Catarina e o Rio de Janeiro. Segundo especialistas, essa valorização salarial é impulsionada, entre outros fatores, pela política do salário mínimo regional estabelecida pelo governo estadual, que alcançou a marca de 1.874 reais no ano de 2026.
O grande motor dessa onda de contratações em abril foi o setor de serviços, que sozinho abriu mais de 20 mil postos de trabalho, impulsionado principalmente pelas áreas de transporte, armazenagem, correios, além dos setores de saúde, educação e administração pública. O segmento da indústria geral apareceu logo em seguida como o segundo maior contratante, com forte peso da indústria de transformação. Os setores de construção civil e do agronegócio também fecharam o mês no azul, completando a lista das atividades que mais abriram portas para os trabalhadores paulistas.







