

O estado de São Paulo registrou três novos casos de sarampo em crianças com idades entre 6 meses e 1 ano. Os pacientes, sendo dois meninos e uma menina que não realizaram viagens recentes, já estão totalmente curados. Contudo, o fato de duas dessas crianças não terem sido vacinadas acendeu o alerta das autoridades de saúde. Com essas confirmações, o território paulista passa a contabilizar cinco casos da doença no ano de 2026, somando-se a dois registros importados que ocorreram nos meses de março e abril.

Diante do avanço do vírus, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo recomendou a aplicação imediata da chamada “dose zero” da vacina tríplice viral para bebês de 6 a 11 meses que vivem na capital paulista e em Guarulhos. A medida funciona como uma proteção extra e urgente, já que, pelo calendário tradicional, a primeira dose só é aplicada quando a criança completa 1 ano de vida. A secretaria reforça que essa dose antecipada não substitui o cronograma normal, ou seja, os pais devem levar os filhos para tomar a primeira dose regular aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.
Para frear o contágio, o Centro de Vigilância Epidemiológica iniciou ações de bloqueio, imunizando rapidamente as pessoas que tiveram contato direto com os infectados. Também haverá um reforço na vacinação em locais com grande fluxo de público, como aeroportos, rodoviárias e estações de trem e metrô. O objetivo é evitar que o sarampo volte a se espalhar livremente, uma preocupação reforçada pela circulação do vírus em outros países das Américas. Atualmente, a cobertura vacinal em solo paulista está abaixo do ideal, registrando 85,32% para a primeira dose e 72,06% para a segunda.


Embora o Brasil mantenha o certificado de país livre do sarampo, reconquistado em 2024, a doença é altamente contagiosa e perigosa. A transmissão ocorre de forma simples pelo ar, por meio de gotículas de saliva ao falar, tossir ou espirrar. Os sintomas iniciais incluem febre, tosse, coriza, olhos vermelhos e manchas avermelhadas que começam no rosto e descem pelo corpo, podendo evoluir para quadros graves como pneumonia, cegueira e inflamação no cérebro. A vacina é gratuita e oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo indicada também para adultos de até 59 anos que não tenham certeza se completaram o esquema vacinal na infância.







