quarta, 10 de junho de 2026

Estado de SP confirma quinta morte por febre amarela no ano; nenhuma das vítimas era vacinada

O governo do estado de São Paulo confirmou a quinta morte provocada por febre amarela em 2026. O caso mais recente foi registrado na cidade de Lençóis Paulista, localizada na região de Bauru, e teve como vítima um homem de 54 anos que não tinha histórico de vacinação contra a doença. A confirmação laboratorial do diagnóstico ocorreu nesta segunda-feira, dia 1º de junho. Com esse novo registro, o estado agora soma dez casos confirmados da infecção desde o início do ano. Desse total, oito ocorrências foram concentradas na região do Vale do Paraíba — onde aconteceram quatro dos cinco óbitos —, uma na região de Sorocaba, que não teve vítimas fatais, e esta última na região de Bauru. As autoridades de saúde acenderam o alerta para o fato de que nenhuma das dez pessoas que adoeceram havia recebido a vacina.

Diante do avanço dos índices, a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP) do Estado de São Paulo, Tatiana Lang, reforçou que a vacina é a única ferramenta verdadeiramente eficaz para prevenir a febre amarela. O imunizante é distribuído de forma totalmente gratuita e permanente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do território paulista. A orientação oficial é que os moradores não esperem o surgimento de novos casos em suas cidades para agir, mas que procurem o posto de saúde mais próximo o quanto antes para checar a carteira de vacinação e atualizar as doses em atraso. Os médicos lembram que o corpo precisa de tempo para produzir as defesas necessárias, por isso a vacina deve ser tomada com uma antecedência mínima de dez dias antes de qualquer exposição ao risco, especialmente por quem planeja viajar para áreas de mata, regiões rurais ou locais onde o vírus comprovadamente está circulando.

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, transmitida pela picada de mosquitos que carregam o vírus, e que se manifesta de duas maneiras diferentes: os ciclos silvestre e urbano. No ambiente silvestre, as matas, a transmissão acontece principalmente por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que também podem infectar macacos. Já nas cidades, o ciclo urbano tem como transmissor o conhecido mosquito Aedes aegypti. A população deve ficar atenta aos primeiros sinais da doença, que costumam surgir de forma bastante súbita e intensa. Os sintomas iniciais incluem febre alta repentina, calafrios, dores fortes de cabeça e nas costas, dores musculares espalhadas pelo corpo, além de enjoos, vômitos, cansaço extremo e fraqueza corporal generalizada.

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