


O estado de São Paulo alcançou uma mudança demográfica histórica na sua estrutura populacional ao registrar, pela primeira vez, mais idosos do que crianças e adolescentes de até 14 anos. Dados do Painel População da Fundação Seade revelam que o índice de envelhecimento paulista atingiu a marca de 101, ou seja, existem 101 pessoas com 60 anos ou mais para cada grupo de 100 jovens com menos de 15 anos. O avanço ganha ainda mais relevância quando comparado a meados do século passado: em 1950, a proporção era de apenas 11,6 idosos para cada 100 crianças.

Atualmente, o contingente de paulistas na terceira idade já soma 8,4 milhões de pessoas, o que representa 18,4% da população total do estado, com ampla predominância feminina. O acelerado processo de envelhecimento é impulsionado pela combinação do aumento da expectativa de vida com a queda continuada nas taxas de natalidade, além do ingresso gradual da geração X — pessoas nascidas entre 1965 e 1980 — na faixa dos 60 anos.
O fenômeno também se reflete de forma marcante nos municípios do interior paulista, com forte disparidade regional. Enquanto as cidades do sul e da Grande São Paulo mantêm uma proporção maior de jovens, o norte e o noroeste do estado concentram os maiores índices de envelhecimento. A cidade de Turmalina lidera o indicador estadual com o índice recorde de 322 idosos para cada 100 crianças e adolescentes, seguida por Águas de São Pedro, consolidando o noroeste paulista como a região com a população mais madura do território estadual.









