

A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou, na noite desta terça-feira (30), mais dois casos de sarampo na capital paulista. Com as novas notificações, o estado já soma sete registros da doença apenas este ano. As infecções mais recentes foram detectadas em uma região próxima ao município de Guarulhos e envolvem um bebê de seis meses e uma jovem de 20 anos, que é mãe de uma das crianças diagnosticadas com a doença na semana passada.

Nos últimos dias, o governo já havia anunciado outros três casos na cidade de São Paulo, todos em crianças com idades entre seis meses e um ano. As autoridades de saúde monitoram a situação e realizam uma investigação epidemiológica detalhada para descobrir de onde o vírus partiu e interromper a cadeia de transmissão.
Preocupada com o avanço da doença, a secretaria estadual orientou os pais a levarem bebês de seis a onze meses que moram na capital ou em Guarulhos para receber a chamada “dose zero” da vacina tríplice viral. Pelo calendário normal, os pequenos só tomariam a primeira dose ao completarem um ano de vida, mas a medida foi antecipada como um escudo extra de proteção para esse grupo mais vulnerável. A pasta lembra que essa dose emergencial não substitui as vacinas regulares, ou seja, os bebês ainda precisarão tomar as doses oficiais aos 12 e aos 15 meses de idade.


O sarampo é uma infecção respiratória grave e extremamente contagiosa, transmitida facilmente pelo ar por meio de tosses, espirros ou até pela fala. Uma única pessoa infectada tem potencial para transmitir o vírus para quase 90% das pessoas próximas que não estejam protegidas. Os sintomas começam com febre alta, tosse, olhos vermelhos, coriza e mal-estar, seguidos por manchas vermelhas na pele. Se não for tratado a tempo, o quadro pode evoluir para complicações severas, como pneumonia, infecções de ouvido e até inflamação no cérebro.
A única forma eficiente de prevenir o sarampo é a vacinação, oferecida gratuitamente nos postos do Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, a cobertura vacinal no estado está abaixo das metas ideais, registrando 85,32% para a primeira dose e apenas 72,06% para a segunda. Por isso, profissionais de saúde fazem um apelo para que toda a população de até 59 anos que não tenha o comprovante de imunização procure a unidade de saúde mais próxima para atualizar a carteira de vacinação.








