

Com o objetivo de evitar que o sistema de saúde volte a operar no limite, a Funfarme promoveu o II Fórum Regional de Enfrentamento da Dengue em São José do Rio Preto. O evento reuniu gestores e profissionais de saúde de mais de cem municípios da região para alinhar estratégias de prevenção e tratamento da doença. A iniciativa surge após um ano desafiador em 2025, quando o complexo hospitalar registrou um aumento de 38% nos diagnósticos confirmados em comparação ao ano anterior, saltando de 4.218 para 5.833 casos.

Esse crescimento expressivo na demanda por atendimento levou a Prefeitura de Rio Preto a adotar medidas urgentes, como a contratação emergencial de 40 leitos no Hospital de Base, incluindo unidades de terapia intensiva. Durante o fórum, médicos e enfermeiros participaram de capacitações focadas em diagnósticos rápidos e no manejo clínico adequado dos pacientes, visando reduzir as chances de complicações graves. O encontro também serviu para discutir a futura chegada da vacina produzida pelo Instituto Butantan, que deve ser disponibilizada de forma gradual.
O diretor executivo da Funfarme, Dr. Horácio Ramalho, enfatizou que, embora o cenário atual esteja sob controle, o período de chuvas exige vigilância constante e uma atuação coordenada entre as cidades vizinhas. Municípios como Mendonça compartilharam experiências positivas de monitoramento, mostrando que a integração entre o atendimento básico e a vigilância epidemiológica é fundamental para evitar mortes. O foco das discussões também se voltou para os grupos mais frágeis, como idosos e crianças, que demandam atenção especial durante surtos de arboviroses.
Ao final do evento, as autoridades reforçaram que o combate ao mosquito transmissor e a preparação das equipes de saúde devem caminhar juntos. A proposta é que o modelo de atuação regional ajude a conter não apenas a dengue, mas também outras doenças como zika e chikungunya. Com a união entre ciência e prática clínica, a expectativa é que a rede de saúde esteja mais resiliente para enfrentar possíveis novos aumentos de casos nos próximos meses.









