domingo, 19 de abril de 2026

Especialista analisa clipe de Luísa Sonza: “Simbologias nefastas”

O especialista em imagem e posicionamento, João Menna, analisou recentemente as escolhas visuais da cantora Luísa Sonza em seus trabalhos mais atuais, como o videoclipe da música “Loira Gelada”. Para o retratista, a utilização de figuras e símbolos que remetem ao sombrio ou ao sagrado não é uma coincidência, mas sim parte de uma estratégia de comunicação que busca gerar impacto imediato no público. Menna destacou que a cantora tem recorrido a simbologias fortes, mencionando cenas que provocam reações intensas por tocarem em temas sensíveis para muitas pessoas.

Segundo o especialista, essa tática de utilizar a chamada “corrupção simbólica” para promover um trabalho artístico é um dos recursos mais antigos da indústria do entretenimento. Ele relembrou que outros nomes de peso na música mundial já trilharam caminhos semelhantes para alcançar o topo das paradas. Um dos exemplos citados foi o de Madonna, que em 1989 causou uma revolução com o clipe de “Like a Prayer”, utilizando cruzes em chamas e elementos religiosos que levaram, inclusive, ao cancelamento de grandes contratos publicitários na época, embora o álbum tenha batido recordes de vendas.

Menna pontuou que o comportamento do mercado segue um ciclo previsível que se repete ao longo das décadas. O processo começa com o lançamento de uma obra que causa choque inicial, seguido rapidamente por uma onda de indignação coletiva. Esse cenário acaba dividindo as opiniões, criando grupos que defendem fervorosamente o artista e outros que o atacam com a mesma intensidade. Para o especialista, esse barulho digital e social funciona como um gatilho de engajamento, garantindo que o clipe e a música permaneçam em evidência e alcancem números expressivos de visualizações e audiência.

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