sexta, 17 de julho de 2026

Espanha vence a Bélgica por 2 a 1 e vai à semifinal da Copa do Mundo com gol no fim

O sonho de conquistar o bicampeonato mundial continua bem vivo para a Espanha. Em uma partida eletrizante disputada em Los Angeles, nos Estados Unidos, a seleção espanhola garantiu sua vaga nas semifinais da Copa do Mundo de 2026 ao derrotar a Bélgica por 2 a 1 na noite desta sexta-feira, 10 de julho. Com o resultado, os espanhóis quebraram um jejum de 16 anos sem chegar a esta fase do torneio — a última vez havia sido em 2010, ano em que ergueram a taça na África do Sul.

O grande herói da classificação veio novamente do banco de reservas. O meio-campista Mikel Merino, que já havia sido decisivo na fase anterior contra Portugal, entrou nos minutos finais e marcou o gol da vitória aos 42 minutos do segundo tempo. A Espanha havia aberto o placar aos 29 minutos da primeira etapa com Fabian Ruiz, que aproveitou um rebote do goleiro Thibaut Courtois após um chute de Dani Olmo. A Bélgica reagiu ainda no primeiro tempo e empatou aos 39 minutos com uma cabeçada de Charles De Ketelaere, completando um cruzamento preciso do craque Kevin de Bruyne. O gol belga encerrou uma marca histórica do goleiro espanhol Unai Simon, que acumulou 648 minutos sem sofrer gols, a maior invencibilidade da história das Copas.

A partida também foi marcada por momentos de muita tensão e superação física. A Bélgica teve que lidar com desfalques importantes por lesão antes e durante o jogo. O goleiro titular Courtois sentiu dores na coxa e precisou ser substituído aos 26 minutos da etapa final pelo jovem goleiro reserva Senne Lammens, de apenas 24 anos. Nos acréscimos, os belgas ainda criaram uma chance clara de gol que poderia ter levado a disputa para a prorrogação, mas a defesa espanhola conseguiu se antecipar ao atacante Romelu Lukaku e salvou a bola em cima da hora.

Com a derrota, a Bélgica se despede oficialmente do torneio e encerra o ciclo daquela que ficou conhecida pela imprensa mundial como a sua “geração dourada”. Jogadores históricos como Courtois, De Bruyne, Alex Witsel e Lukaku dão adeus à seleção sem conseguir repetir no time nacional o sucesso estrondoso que conquistaram em seus principais clubes europeus, tendo como auge o terceiro lugar na Copa de 2018. Por outro lado, a Espanha manteve uma invencibilidade de 12 jogos contra os belgas e garantiu a revanche da Copa de 1986, quando havia sido eliminada pelo mesmo adversário.

O triunfo coloca a Espanha no caminho de uma velha conhecida: a França. O grande clássico europeu vai definir o primeiro finalista do Mundial da América do Norte e está marcado para a próxima terça-feira, 14 de julho, às 16h no horário de Brasília, na cidade de Dallas. As duas seleções vêm construindo uma rivalidade intensa em fases decisivas, com vantagem recente para os espanhóis, que venceram os franceses nas semifinais da Liga das Nações no ano passado e na Eurocopa de 2024.

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