domingo, 26 de julho de 2026

Espanha vence a Argentina na prorrogação e conquista o bicampeonato mundial na despedida de Messi

Foto: Spain's forward #07 Ferran Torres celebrates scoring his team's first goal during the 2026 World Cup football tournament final match between Spain and Argentina at the New York/New Jersey Stadium in East Rutherford on July 19, 2026. (Photo by FRANCK FIFE / AFP)

A Espanha é a grande campeã da Copa do Mundo de 2026. Em uma final marcada pelo equilíbrio tático e por muita tensão, a equipe comandada por Luis de la Fuente derrotou a Argentina por 1 a 0 neste domingo (19), em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Com o gol decisivo marcado no segundo tempo da prorrogação, a seleção espanhola faturou o seu segundo título mundial na história, igualando-se à França. Por outro lado, a decisão marcou a despedida melancólica de Lionel Messi dos Mundiais, revivendo seus momentos mais difíceis com a camisa da Albiceleste.

O evento começou com um verdadeiro espetáculo no estilo norte-americano. Antes de a bola rolar, astros como Laura Pausini, Robbie Williams e Nicole Scherzinger cantaram o hino oficial do torneio, acompanhados por um discurso do ator Tom Cruise. No intervalo, que durou cerca de 36 minutos para entreter o público local, celebridades como Madonna, Shakira, Coldplay e o grupo BTS subiram ao palco. Dentro de campo, o confronto colocou frente a frente a juventude de Lamine Yamal, de apenas 19 anos, e o peso histórico de Messi, em sua última dança na principal competição do futebol do planeta.

Durante os 90 minutos regulamentares, a Espanha impôs o seu clássico estilo baseado no controle e na alta posse de bola, sufocando as saídas de contra-ataque da Argentina. Apesar do domínio territorial europeu, as chances claras de gol foram raras no primeiro tempo. Na etapa final, o goleiro argentino Emiliano “Dibu” Martínez se transformou no grande nome de sua equipe, operando pelo menos sete defesas difíceis para segurar o empate sem gols, incluindo uma cobrança de falta venenosa de Yamal nos acréscimos. A situação argentina se complicou de vez na reta final do tempo normal, quando o meio-campista Enzo Fernández cometeu falta dura, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando a equipe sul-americana com um jogador a menos.

Com a desvantagem numérica, a Argentina tentou resistir ao cansaço e à pressão espanhola na prorrogação. Os espanhóis chegaram a ter um gol anulado por falta de Mikel Merino no início do tempo extra, mas não deixaram de atacar. O gol do título e do bicampeonato saiu finalmente no início do segundo tempo da prorrogação: Nico Williams escorou de cabeça e o atacante Ferran Torres apareceu livre de frente para a meta para balançar as redes, repetindo o roteiro dramático de 2010, quando Iniesta garantiu o primeiro título do país também no tempo extra. Enquanto os jovens talentos da Espanha celebravam o topo do mundo, Messi encerrava sua trajetória em Copas de forma dolorosa, mas com um legado inquestionável já eternizado no futebol.

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