

Mães e pais de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Ouroeste procuraram a imprensa para denunciar que escolas do município continuam acionando sirenes e alames barulhentos para marcar o início, o intervalo e o fim das aulas. A prática contraria a Lei Estadual nº 18.182/2025, sancionada justamente para acabar com ruídos excessivos no ambiente escolar. Por conta da hipersensibilidade auditiva — uma condição frequente em pessoas no espectro —, o barulho intenso tem provocado momentos de desespero, choro e crises sensoriais diárias nos estudantes.

Os relatos dos responsáveis retratam uma rotina de apreensão no ambiente escolar. Uma das mães contou que o filho simplesmente paralisa, tapa os ouvidos e chora toda vez que o sinal toca, transformando a ida à escola em um momento constante de sofrimento. Outra família ressaltou que a adequação do som não é um privilégio, mas uma questão básica de acessibilidade e inclusão, já que a simples substituição do alarme por uma música suave ou um sinal mais brando resolveria a situação sem prejudicar a rotina dos demais alunos.
Em vigor em todo o Estado de São Paulo, a legislação obriga tanto colégios públicos quanto privados a adaptarem seus avisos sonoros para volumes e durações adequados, evitando pânico ou desconforto aos estudantes com deficiência. As instituições particulares que descumprirem a determinação estão sujeitas a penalidades e multas em caso de reincidência. O debate sobre o bem-estar e a saúde sensorial no ambiente escolar também ganhou força em âmbito federal, com projetos semelhantes avançando no Congresso Nacional para transformar a medida em lei para todo o país.











