

O envelhecimento populacional no Brasil está alterando a composição do eleitorado no país. Um levantamento do Instituto Nexus apontou que a proporção de votantes com idade entre 16 e 24 anos caiu 22%. O número absoluto de jovens aptos a votar diminuiu de 24,7 milhões para 19,2 milhões, o que representa uma perda de 5,5 milhões de eleitores nessa faixa etária. Enquanto isso, o total de eleitores no país cresceu 17%, saltando de 135,8 milhões para 158,8 milhões. Com isso, a fatia dos jovens no eleitorado total recuou de 18,2% para 12,5%.

Em contrapartida, o contingente de eleitores idosos apresentou expansão. O número de pessoas com 60 anos ou mais que possuem título de eleitor ativo aumentou cerca de 74%, alcançando uma marca superior a 36,8 milhões de pessoas. Analistas apontam que a perda de peso proporcional dos jovens altera as dinâmicas de engajamento e a formulação de propostas para campanhas eleitorais, principalmente em disputas com margens acirradas de votos.
A distribuição dessa mudança demográfica varia conforme a região do país. Os menores percentuais de eleitores jovens estão concentrados no Sul e no Sudeste, áreas que abrigam os maiores colégios eleitorais do país. O Rio Grande do Sul registra a menor proporção, onde eleitores de até 24 anos representam 9% do total. Por outro lado, estados da região Norte, como Roraima, Acre, Amapá e Amazonas, mantêm as maiores taxas de jovens aptos a votar, com 18%. Para conferir dados atualizados e estatísticas detalhadas sobre o perfil dos votantes brasileiros, é possível acessar o Portal de Estatísticas do TSE


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