terça, 16 de junho de 2026

Endividamento das famílias brasileiras volta a atingir recorde histórico, aponta Banco Central

O nível de endividamento das famílias no Brasil voltou a crescer e atingiu a marca de 49,9% em fevereiro, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (27). O índice, que mede o quanto as famílias devem ao sistema financeiro em relação à sua renda anual, igualou o recorde histórico anteriormente registrado em julho de 2022. Quando as dívidas ligadas à compra de imóveis são retiradas do cálculo, o endividamento também apresentou uma leve alta, passando de 31,3% para 31,4%.

Além do volume total de dívidas, o relatório indica que os brasileiros estão comprometendo uma fatia maior do orçamento mensal para pagar parcelas e juros. O comprometimento de renda subiu para 29,7%, o que significa que, de cada 100 reais ganhos por uma família média, quase 30 reais já saem carimbados para quitar compromissos com bancos e instituições financeiras. Sem considerar o crédito imobiliário, esse peso nas finanças domésticas avançou de 27,2% para 27,4%.

No setor de habitação, o estoque de crédito continuou em expansão, registrando um crescimento de 1% em março e acumulando uma alta expressiva de 11,6% no último ano. Atualmente, o saldo total de empréstimos para a casa própria no segmento de pessoas físicas atinge a cifra de R$ 1,339 trilhão. O financiamento de veículos também seguiu uma trajetória de alta, com o estoque chegando a R$ 411,6 bilhões em março, o que representa um salto de 16% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Esses números refletem um cenário onde o acesso ao crédito segue presente na vida dos brasileiros, mas acompanhado por um alerta sobre a capacidade de pagamento das famílias. O Banco Central monitora esses índices para avaliar a saúde do sistema financeiro, uma vez que o aumento do comprometimento da renda pode reduzir o consumo e impactar o ritmo da economia nacional nos próximos meses.

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