terça, 7 de julho de 2026

Endividamento das famílias brasileiras bate novo recorde em maio, aponta CNC

O número de famílias brasileiras com dívidas voltou a crescer em maio e atingiu o maior nível da série histórica, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), 81,6% das famílias estavam endividadas no mês, acima dos 80,9% registrados em abril. Há um ano, em maio de 2025, esse percentual era de 78,2%.

A pesquisa considera como dívidas compromissos como cartão de crédito, cheque especial, carnês de loja, empréstimos pessoais, crédito consignado, cheque pré-datado e prestações de financiamentos de veículos e imóveis.

O levantamento também aponta leve alta na inadimplência. O percentual de famílias com contas em atraso passou de 29,7% em abril para 29,9% em maio, também acima do registrado no mesmo período do ano passado, quando era de 29,5%. Já o grupo que afirma não ter condições de quitar as dívidas atrasadas se manteve estável em 12,3%.

Entre as modalidades de crédito, o cartão de crédito continua sendo o mais utilizado, presente em 84,6% das famílias endividadas. Segundo a CNC, isso acende um alerta por conta dos juros elevados dessa modalidade, especialmente no crédito rotativo, que está entre os mais altos do mercado.

O relatório também destaca o aumento da inadimplência entre famílias com renda de até três salários mínimos, que chegou a 38,6% em maio, além do crescimento no número de pessoas que se consideram “muito endividadas”, que subiu para 17%, o maior nível desde junho de 2024.

Apesar disso, alguns indicadores mostraram estabilidade ou leve melhora. O percentual de famílias com dívidas de longo prazo aumentou, com 33,3% relatando compromissos superiores a um ano, enquanto o comprometimento médio da renda caiu para 29,3%. Entre os inadimplentes, quase metade (49,3%) está com contas atrasadas há mais de 90 dias, e o tempo médio de atraso ficou em 65 dias.

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