quarta, 10 de junho de 2026

Empresário de Rio Preto aluga empilhadeira de R$ 70 mil e descobre que máquina foi colocada à venda na internet

Um empresário de 53 anos, dono de uma empresa de locação e manutenção de maquinários em São José do Rio Preto, procurou o Plantão Policial na última terça-feira para denunciar que foi vítima de um golpe planejado. Ele alugou uma empilhadeira avaliada em aproximadamente R$ 70 mil para pessoas que se identificaram como representantes de uma empresa de Sertãozinho, mas descobriu que o equipamento havia sumido e estava anunciado para venda em uma rede social.

O primeiro contato com a vítima foi feito por um homem que dizia trabalhar no setor de compras dessa empresa de Sertãozinho. Durante as conversas para fechar o negócio, o comerciante conversou com mais duas pessoas por meio de números de telefone diferentes. Prevenido, o empresário chegou a fazer consultas cadastrais usando os dados e o CNPJ fornecidos pelos clientes antes de assinar o papel. Como a pesquisa não apontou problemas, eles fecharam um contrato de locação de uma empilhadeira Clark pelo valor de R$ 4 mil por mês, com prazo de 60 dias, além do custo do frete.

No dia 26 de maio, o próprio empresário viajou para entregar a máquina e foi recebido por duas mulheres em um barracão no endereço combinado. Ele desconfiou de algo e chegou a filmar o veículo que as suspeitas usavam. O problema começou no dia 1º de junho, data em que vencia a primeira parcela do aluguel. O pagamento não foi feito e, quando o proprietário tentou cobrar os clientes, percebeu que havia sido bloqueado nos canais de comunicação. A certeza do golpe veio no dia seguinte, quando funcionários da empresa de locação encontraram fotos da mesma empilhadeira sendo vendida em um grupo de comércio na internet, reconhecendo o aparelho por detalhes específicos.

Para o empresário, os criminosos usaram uma tática conhecida como “queima” de patrimônio, que consiste em conseguir um bem de forma fraudulenta e vendê-lo muito rápido e por um preço abaixo do mercado para lucrar logo e dificultar a recuperação por parte do verdadeiro dono. A vítima revelou ainda que sua empresa já sofreu um golpe exatamente igual no passado. Essa repetição do modo de agir fez a polícia suspeitar de que uma quadrilha especializada esteja por trás desses crimes na região. O caso foi registrado como estelionato e a investigação foi repassada para a Delegacia de Polícia de Sertãozinho, que recebeu cópias do contrato, das conversas e dos depoimentos para tentar localizar os suspeitos e recuperar a máquina.

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