sexta, 6 de fevereiro de 2026

Em meio a controvérsia, inventor desenvolve cápsula de suicídio assistido com dois lugares

Em setembro de 2024, uma mulher de 64 anos se tornou a primeira pessoa a vivenciar os seus últimos momentos num dispositivo futurista para matar, conhecido como Sarco pod (de sarcófago)— uma controversa cápsula para suicídio assistido.

Numa floresta na região de Schaffhausen (Suíça), ela entrou na cápsula impressa em 3D, apertou um botão e respirou fundo antes que o nitrogênio inundasse o recipiente. A mulher perdeu a consciência e morreu em poucos minutos. Mas a primeira morte com a controversa Sarco pod seria a última – pelo menos por enquanto.

A polícia suíça chegou, apreendeu a cápsula e prendeu a única pessoa presente durante a morte, Florian Willet (já falecido), copresidente da organização de suicídio assistido Last Resort. Também prenderam os seus advogados e um fotógrafo que documentou a chegada da mulher para os seus últimos momentos.

Após a polícia descartar homicídio doloso, todos foram liberados, exceto Philip Nitschke – o inventor do Sarco pod, nascido na Austrália e ativista pró-eutanásia, contou o “Daily Mail”.

Philip Nitschke — Foto: Reprodução/X
Philip Nitschke — Foto: Reprodução/X

Nitschke rebateu as falsas alegações na mídia sobre sinais de estrangulamento no corpo da mulher e afirmou ter ficado surpreso com o que classificou de excesso de zelo policial.

A ação policial forçou Nitschke a interromper a produção da cápsula. Mas o inventor já está debruçado sobre a próxima linha de pods. A novidade é que ele pretende lançar uma cápsula para suicídio assistido com dois lugares. A Double Dutch Sarco terá o auxílio de inteligência artificial.

“Não estou sugerindo que todos vão sair correndo e dizer: ‘Nossa, eu realmente quero entrar em uma dessas coisas.’ Mas algumas pessoas querem”, declarou o australiano, que está na Holanda, ao “Daily Mail”.

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