segunda, 6 de abril de 2026

Em evento nos EUA, Flávio Bolsonaro critica política externa de Lula e cita facções criminosas

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou o palco da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada no Texas, para fazer duras críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante o evento, que é um dos principais encontros da direita norte-americana, o parlamentar afirmou que a atual gestão brasileira mantém interesses opostos aos dos Estados Unidos em temas sensíveis da política externa. Segundo Flávio, o governo brasileiro tem se posicionado contra ações de combate ao narcotráfico e criticado a postura americana em relação a países como Venezuela, Irã e Cuba.

Um dos pontos centrais do discurso do senador foi a acusação de que o governo brasileiro teria atuado nos bastidores para evitar que as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) fossem classificadas como organizações terroristas pelas autoridades internacionais. Flávio citou reportagens da imprensa internacional para sustentar que houve pressão diplomática por parte do Brasil para proteger esses grupos, que ele descreveu como cartéis responsáveis por lavar dinheiro e exportar armas e drogas para o mundo, oprimindo a população brasileira no processo.

O parlamentar também mencionou um incidente diplomático recente envolvendo Darren Beattie, consultor sênior do Departamento de Estado dos Estados Unidos. De acordo com o senador, o governo brasileiro teria cancelado o visto de Beattie após o diplomata manifestar interesse em visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, para avaliar suas condições. Flávio classificou o episódio como um ato sem precedentes na história diplomática entre as duas nações, interpretando a medida como uma forma de retaliação e expulsão de representantes americanos.

O discurso de Flávio Bolsonaro foi recebido com entusiasmo pela plateia conservadora, sendo interrompido por aplausos em diversos momentos. A apresentação contou com a participação de seu irmão, Carlos Bolsonaro, que registrou a reação do público para enviar ao pai. As declarações do senador reforçam a estratégia da oposição de buscar apoio internacional e denunciar o que consideram retrocessos na segurança pública e nas liberdades individuais no Brasil, enquanto o governo federal mantém o foco na reconstrução de pontas diplomáticas com diferentes blocos globais.

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