

Com menos de 60 dias desde o início de suas atividades, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado já desferiu um duro golpe financeiro nas facções criminosas que atuam no país. De acordo com um balanço divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, as ações coordenadas contra as quadrilhas resultaram em um prejuízo acumulado de R$ 3 bilhões em apreensões e bloqueios de contas bancárias. O período analisado compreende o início das ações, em meados de maio, até o dia 1º de julho.

A estratégia das autoridades foca em sufocar a capacidade financeira dos criminosos, indo além das tradicionais prisões em flagrante. Nesse curto intervalo, as equipes confiscaram quase 135 toneladas de drogas, mais de duas mil armas de fogo e milhares de munições, além de terem destruído vastas plantações de maconha. Paralelamente, a Justiça determinou o bloqueio de centenas de milhões de reais em contas bancárias e confiscou patrimônios luxuosos, como frotas de veículos e imóveis de alto padrão, avaliados em mais de R$ 723 milhões.
Segundo a Secretaria Nacional de Segurança Pública, o grande diferencial dessa força-tarefa tem sido mirar nos líderes e nas redes de lavagem de dinheiro, desestruturando a logística que financia o crime em grande escala. Para alcançar esses números, o programa mobilizou mais de 17 mil agentes de segurança de todo o país, resultando na prisão de quase 19 mil suspeitos.


A forte presença policial e a desarticulação das facções já provocaram reflexos positivos imediatos nos índices de criminalidade urbana. No comparativo entre os meses de maio de 2025 e maio de 2026, houve uma queda acentuada nos crimes de maior gravidade, como homicídios intencionais e roubos seguidos de morte. Assaltos contra transportadores de carga, roubos de automóveis e invasões a agências bancárias também despencaram de forma expressiva em todo o território nacional.
O governo federal também destaca o alto retorno do investimento público. Para cada real aplicado no combate ao crime, a força-tarefa conseguiu recuperar cerca de 50 reais em bens e ativos. O plano completo prevê uma injeção de R$ 11 bilhões na segurança pública, combinando recursos diretos do orçamento federal com linhas de crédito facilitadas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, destinadas à modernização das polícias nos estados.








