sábado, 8 de agosto de 2026

Em depoimento, responsáveis por salto que matou jovem dizem não entender sumiço de cordas

Os organizadores do salto de rope jump que resultou na morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em Limeira, no interior de São Paulo, afirmaram à Polícia Civil que não sabem explicar o motivo de a vítima ter sido lançada de uma ponte sem os equipamentos de proteção. O trágico acidente aconteceu na Ponte do Esqueleto, e as investigações apontam que Maria Eduarda deveria estar presa a duas cordas de segurança, mas saltou sem nenhuma delas instalada.

Em depoimentos obtidos pela polícia, os três funcionários que operavam a atividade e que estão presos preventivamente demonstraram confusão e alegaram não se lembrar de quem era a função exata de colocar ou fiscalizar as amarras naquele momento. Um dos investigados detalhou que as tarefas de montagem e checagem eram feitas de forma alternada e sem uma divisão rígida de tarefas entre a equipe, descrevendo o episódio como uma “fatalidade”. Ele ressaltou que, por ser um equipamento muito visível, todos os envolvidos seguem sem compreender como ninguém notou a ausência das cordas antes do lançamento.

A delegada responsável pelo caso, Andrea Levy, informou que o ocorrido está sendo investigado como homicídio com dolo eventual, modalidade na qual se entende que os responsáveis assumiram o risco de causar a morte, mesmo sem a intenção direta. Paralelamente, as autoridades buscam descobrir o paradeiro de uma câmera de filmagem que estava com a jovem no instante da queda e desapareceu logo após o impacto. Testemunhas relataram que o grupo organizava os eventos por meio de um aplicativo de mensagens, onde combinavam os saltos e davam dicas para os vídeos viralizarem na internet. Somente após a tragédia, os participantes descobriram que os organizadores operavam na clandestinidade, sem qualquer registro formal ou CNPJ.

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