quinta, 11 de junho de 2026

Em carta enviada da prisão, Deolane Bezerra nega elo com o crime organizado e se diz vítima de perseguição

A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra quebrou o silêncio e se pronunciou publicamente sobre sua prisão por meio de uma carta aberta. O documento foi ditado por ela e publicado nas redes sociais por sua irmã e também advogada, Dayanne Bezerra. No texto, a famosa nega veementemente qualquer envolvimento com facções criminosas, declara-se totalmente inocente e afirma ser alvo de uma perseguição que já dura mais de cinco anos devido à sua grande capacidade de influenciar a opinião pública na internet. Ela desabafou dizendo que não é bandida, mas sim mãe, empresária, advogada e uma mulher nordestina que venceu na vida por meio do próprio suor, garantindo que segue de cabeça erguida e confiante no trabalho da Justiça.

A viúva do cantor MC Kevin contesta os fundamentos de sua prisão e argumenta que a investigação cometeu equívocos. Ela esclarece que o dinheiro que motivou sua detenção corresponde a 24.500 reais recebidos como honorários advocatícios legítimos. Segundo Deolane, esse montante foi depositado em sua conta bancária em dinheiro vivo, e não por meio da empresa de transporte citada no inquérito policial, detalhe que ela afirma constar nos próprios documentos da investigação. A influenciadora também aproveitou para desmentir os boatos de que seria dona de 37 empresas, explicando que uma consulta simples nos registros comerciais desfaz essa acusação, e criticou duramente a conduta dos policiais, relatando que foi acordada em sua casa com um fuzil apontado para o rosto sem nunca ter tido a chance de se defender previamente.

A prisão de Deolane ocorreu durante uma grande operação que apura um esquema complexo de lavagem de dinheiro e ocultação de bens ligado à cúpula de uma organização criminosa de São Paulo, que envolve parentes do detento Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola. Os investigadores apontam que uma transportadora localizada no interior paulista era utilizada como fachada para limpar o dinheiro do grupo. No caso específico da influenciadora, a polícia identificou movimentações financeiras suspeitas em suas contas que somam cerca de 700 mil reais em um período de três anos. Em contrapartida, Deolane reforçou que exerceu a advocacia de forma ética em centenas de casos e que nunca esteve na Penitenciária de Presidente Venceslau, pedindo o apoio e as orações de seus seguidores enquanto aguarda a liberdade.

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