sábado, 11 de julho de 2026

Em busca do hexa: Brasil supera histórico de crises e estreia na Copa contra o poderoso Marrocos

Chegou o grande momento para o futebol brasileiro. Na noite deste sábado, a partir das 19h (horário de Brasília), a Seleção Brasileira entra em campo no Estádio MetLife, em Nova Jersey, para dar o pontapé inicial na Copa do Mundo de 2026. O confronto diante de Marrocos abre os duelos do Grupo C, que conta também com Escócia e Haiti. O Brasil carrega a seu favor um tabu histórico impressionante: o país não sabe o que é perder um jogo de estreia em Mundiais desde 1934, acumulando 17 vitórias e três empates desde então.

Apesar do retrospecto favorável, o primeiro desafio deste ano promete ser um dos mais duros das últimas décadas. A seleção marroquina ocupa a sétima posição no ranking da Fifa, colada no Brasil, que está em sexto. No último encontro entre as duas equipes, em 2023, o time africano levou a melhor e venceu por 2 a 1. Aquele revés em um amistoso acabou abrindo as portas para um dos períodos de preparação mais caóticos da história da nossa seleção, marcado por trocas constantes de treinadores e uma intensa crise política nos bastidores da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Até a chegada definitiva do consagrado técnico italiano Carlo Ancelotti, a Amarelinha passou por um verdadeiro carrossel de comandantes. Ramon Menezes assumiu de forma interina logo após a Copa do Catar. Depois, Fernando Diniz comandou o time temporariamente enquanto Ancelotti renovava com o Real Madrid. Com a queda de rendimento nas Eliminatórias, Diniz foi substituído por Dorival Júnior, que também acabou demitido após sofrer uma goleada da Argentina. Para completar o cenário tumultuado, Ancelotti só assumiu de fato no ano passado, encontrando uma CBF sob nova direção após o afastamento do então presidente Ednaldo Rodrigues em meio a brigas eleitorais.

Mesmo com o pouco tempo de trabalho e a classificação na modesta quinta colocação das Eliminatórias, o treinador italiano confia no talento de seus atletas para a grande estreia. O comandante fez mistério nos treinos em solo americano e não revelou os titulares. A principal dúvida está nas laterais da defesa, onde Danilo e Ibañez disputam o lado direito, enquanto Alex Sandro e Douglas Santos brigam pela vaga na esquerda. A provável formação inicial deve ter Alisson no gol; a linha de defesa com Marquinhos e Gabriel Magalhães no miolo; um meio-campo composto por Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; e o trio de ataque com Raphinha, Matheus Cunha e o craque Vinícius Júnior.

Do outro lado, Marrocos chega com a moral elevada e um elenco repleto de jovens talentos. Conhecidos como os “Leões do Atlas”, os marroquinos mantêm a base que surpreendeu o planeta ao alcançar as semifinais na última Copa do Mundo. Agora sob o comando do técnico Mohamed Ouahbi — que recentemente levou o país ao título mundial sub-20 —, a grande ameaça ao Brasil atende pelo nome de Brahim Díaz. O atacante, que joga no Real Madrid e conhece bem o estilo de Ancelotti, optou por defender a seleção marroquina no ano passado e já se tornou o principal artilheiro e a grande esperança da equipe para o torneio.

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