

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), realizou uma visita institucional ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, na manhã desta quarta-feira. Após o encontro, que classificou como “amistoso”, o parlamentar afirmou que o objetivo da conversa foi apresentar suas intenções políticas e reforçar um perfil mais equilibrado e propositivo para a disputa eleitoral. Flávio destacou que não discutiu processos judiciais ou julgamentos em andamento, preferindo focar em “amenidades” e em sua visão para o futuro do país, buscando projetar uma imagem de quem deseja evitar atritos institucionais e focar em propostas.

Apesar do tom conciliador com Fachin, o senador subiu o tom ao comentar sua relação com o ministro Alexandre de Moraes, que deve assumir o comando do STF em setembro de 2027. Flávio afirmou que, embora não tenha problemas em dialogar, sente-se indignado com o que chamou de “excessos” cometidos pelo magistrado. Ele acusou Moraes de utilizar seu cargo para promover “perseguição política” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e manifestou o desejo de que o ministro retome o respeito estrito à Constituição Federal.
Durante a conversa com a imprensa, o pré-candidato também saiu em defesa de aliados políticos e integrantes de sua equipe. Sobre o senador Ciro Nogueira (PP-PI), alvo recente de uma operação da Polícia Federal por suspeitas de fraude bancária, Flávio declarou acreditar na inocência do colega. Ele ressaltou que a presença do ministro André Mendonça como relator do caso garante que a defesa terá uma oportunidade justa de trabalho. Além disso, o parlamentar negou categoricamente qualquer envolvimento de seu coordenador de comunicação, Marcello Lopes, com as investigações do Banco Master, classificando as suspeitas como mentirosas e já esclarecidas.







