

O avanço do fenômeno El Niño, iniciado no meio deste ano com previsão de duração até março de 2027, tem provocado alterações severas no clima brasileiro. A elevação na temperatura das águas do Oceano Pacífico Tropical desregula o regime de chuvas, gerando seca extrema e calor nas regiões Norte e Nordeste, ao mesmo tempo em que causa tempestades e queda de temperatura no Sul do país.

As oscilações climáticas atingem diretamente o setor da pesca e da aquicultura. O período de estiagem reduz o nível dos rios, prejudicando a navegação, a reprodução dos peixes e o abastecimento de água. Por outro lado, o excesso de chuva eleva o risco de inundações e causa estragos nas estruturas de produção. Diante do cenário, o Ministério da Pesca e Aquicultura orienta que produtores e municípios trabalhem de forma integrada com órgãos ambientais, de saúde e da Defesa Civil para monitorar os impactos e agir com rapidez.
Para mitigar os prejuízos nos próximos meses, a recomendação é acompanhar com frequência as previsões oficiais do tempo, observar os parâmetros da água — como temperatura e oxigenação em tanques — e manter diálogo constante com associações e cooperativas. O governo orienta ainda que perdas de produção, mortandade de peixes ou danos às estruturas sejam registrados no canal oficial Fala.BR, permitindo dimensionar os estragos e direcionar o apoio necessário aos afetados.









