

Uma funcionária do Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) Helena Buzato Rigo, em Votuporanga, relatou os momentos de tensão vividos após ser agredida por uma mãe de alunos na última semana. Em depoimento, a educadora de 34 anos explicou que o conflito teve início devido ao atraso recorrente dos responsáveis para buscar as crianças ao final das aulas. Segundo a profissional, após diversas tentativas de contato telefônico sem sucesso, ela chegou a buscar auxílio junto ao Conselho Tutelar para garantir a segurança dos menores, que permaneciam na unidade após o horário de fechamento.

O episódio de violência ocorreu quando a mãe chegou à escola visivelmente alterada. A educadora narra que, enquanto se preparava para oferecer um lanche às crianças que se queixavam de fome, foi surpreendida por ameaças de morte e agressões físicas. De acordo com o relato, a mulher desferiu socos e empurrões contra ela e outra colega de trabalho, que também foi atingida ao tentar registrar a situação. Mesmo diante do ataque, a profissional afirmou que sua prioridade foi acolher e proteger os alunos, evitando reagir à violência com mais violência.
A servidora destacou que a relação com essa família específica já era marcada por sinais de negligência e interações ríspidas. Ela revelou que a escola já havia formalizado mais de dez ofícios relatando a dificuldade de comunicação com os pais e o descaso com os horários e necessidades básicas das crianças. Para a educadora, a agressora demonstrava indiferença perante as autoridades, afirmando em ocasiões anteriores que não temia a polícia ou órgãos de proteção infantil.
Após a chegada da Polícia Militar, um boletim de ocorrência foi registrado e o caso agora segue para os trâmites jurídicos. A vítima reforçou que optou por seguir os protocolos legais para que a agressora responda por seus atos conforme a lei. O episódio gerou grande indignação entre os profissionais da rede municipal de ensino, que utilizam o caso como exemplo da urgência em reforçar a segurança e o apoio institucional aos trabalhadores da educação em situações de conflito com o público.









