

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro usou suas redes sociais nesta sexta-feira para explicar sua participação nos bastidores do filme “Dark Horse”, obra cinematográfica que vai contar a história de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O pronunciamento ocorreu após uma reportagem do veículo Intercept Brasil revelar que o político atuou diretamente na fase inicial e na produção-executiva do projeto. Segundo a investigação jornalística, Eduardo e o deputado Mário Frias teriam assinado um contrato no final de 2024 com a produtora Go Up Entertainment, assumindo o controle do orçamento e da gestão financeira do longa-metragem, estimado em um valor entre 23 e 26 milhões de dólares.

A reportagem também apontou que o banqueiro Daniel Vorcaro teria investido cerca de R$ 61 milhões na produção e que mensagens indicavam transações financeiras realizadas inteiramente nos Estados Unidos, na época em que Eduardo morava no estado do Texas. Em um vídeo publicado na rede social X, o ex-parlamentar rebateu as acusações e chamou de mentirosas as afirmações de que ele teria recebido dinheiro diretamente do empresário ou do fundo de investimentos americano criado para financiar o filme.
Eduardo explicou que, na verdade, ele próprio investiu recursos no início do projeto por meio de uma plataforma chamada Ação Conservadora. O objetivo dessa estratégia era garantir financeiramente a permanência de um renomado diretor de Hollywood que já estava há dois anos vinculado ao roteiro. Segundo ele, o contrato inicial previa que, como ele estava assumindo 100% dos riscos financeiros do próprio bolso para o projeto não naufragar, a produtora lhe daria o cargo de diretor-executivo da obra para assegurar a autonomia das decisões naquele momento de incertezas.
O cenário mudou quando o projeto conseguiu atrair um grupo maior de investidores privados, o que aliviou a pressão financeira sobre o político. Eduardo Bolsonaro detalhou que, com a entrada desses novos apoiadores e a consequente reformulação na estrutura de financiamento do filme, ele se afastou das funções de gerenciamento executivo do orçamento. Atualmente, o ex-deputado afirma que sua participação no longa-metragem se restringe apenas à cessão dos direitos autorais de imagem da família para que a narrativa biográfica possa ser produzida pelas telas de cinema.







