

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro utilizou suas redes sociais nesta terça-feira para reagir ao pedido de condenação apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF). O órgão acusa o parlamentar de coação no curso do processo, alegando que ele tentou pressionar autoridades dos Estados Unidos contra ministros da Corte brasileira em meio aos julgamentos dos atos de 8 de janeiro. Em tom de desabafo, Eduardo afirmou que a denúncia é uma tentativa de tirá-lo do cenário político e torná-lo inelegível.

Durante um vídeo publicado na internet, Eduardo criticou duramente o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e defendeu que suas ações estão protegidas pela imunidade parlamentar. Ele comparou sua situação com a de políticos de oposição que, no passado, pediram a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro em tribunais internacionais, sem que isso resultasse em punições semelhantes. Para o ex-deputado, a acusação “não tem pé nem cabeça” e ignora os princípios constitucionais da liberdade de atuação de um parlamentar.
Eduardo Bolsonaro acredita que o avanço do processo no STF, sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, tem o objetivo estratégico de enquadrá-lo na Lei da Ficha Limpa. Ele argumentou que uma eventual condenação por um órgão colegiado seria o caminho utilizado por seus adversários para impedir sua participação em futuras eleições. Apesar do cenário jurídico desfavorável, ele afirmou que não pretende recuar e que continuará trabalhando em Brasília por seus valores e pela liberdade de pessoas que considera “presos políticos”.
O caso chegou a uma etapa decisiva após a PGR enviar ao Supremo as alegações finais nesta segunda-feira. No documento, o Ministério Público Federal sustenta que o ex-parlamentar agiu de forma intencional para constranger os magistrados e interferir nas investigações sobre a tentativa de golpe de Estado. Agora, cabe ao ministro Alexandre de Moraes analisar as provas e os argumentos da defesa antes de liberar o processo para julgamento definitivo pelos demais ministros da Corte.







