

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro utilizou suas redes sociais nesta terça-feira (21) para rebater as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a respeito da saída compulsória de um delegado da Polícia Federal dos Estados Unidos. A polêmica começou após o governo americano ordenar que o delegado Marcelo Ivo de Carvalho deixasse o país, sob a acusação de que autoridades brasileiras teriam tentado contornar normas de extradição e estender perseguições políticas ao território norte-americano. Em resposta, Lula mencionou a possibilidade de aplicar o princípio de reciprocidade diplomática, o que gerou a reação imediata do parlamentar.

Eduardo Bolsonaro defendeu a decisão das autoridades dos Estados Unidos e afirmou que o episódio foi resultado de um excesso de autoridade por parte do governo brasileiro e do Judiciário. Segundo ele, houve uma tentativa de trazer o ex-deputado Alexandre Ramagem de volta ao Brasil de maneira irregular, ignorando os protocolos internacionais. O parlamentar argumentou que os agentes brasileiros tentaram enganar as instituições americanas ao tratar questões políticas como cooperação policial, reforçando que o sistema jurídico dos Estados Unidos não aceita métodos de investigação que ele considera abusivos.
Durante sua crítica, Eduardo também direcionou questionamentos ao diretor-geral da Polícia Federal, André Rodrigues. O deputado alegou que a cúpula da corporação faltou com a verdade ao justificar a atuação do delegado como parte de um combate ao crime internacional. Para Eduardo, a situação expôs uma tentativa de perseguir opositores fora das fronteiras brasileiras, algo que, segundo ele, foi devidamente barrado pela gestão do presidente Donald Trump, a quem agradeceu pelo que chamou de preservação da liberdade e da democracia.
O caso que motivou a crise diplomática teve início com a prisão de Alexandre Ramagem em Orlando, no dia 13 de abril, devido a questões migratórias. O delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava em Miami em cooperação com órgãos americanos, teria se envolvido no episódio de forma que desagradou o Departamento de Estado dos EUA. Com a expulsão do delegado confirmada na segunda-feira (20), a relação entre as autoridades de segurança dos dois países atravessa um momento de tensão, enquanto o governo brasileiro avalia as próximas medidas diplomáticas a serem adotadas.







